May 12, 2016 / 12:52 PM / in a year

Salto nas provisões no 1º tri derruba lucro do BB e banco piora estimativas

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Agência do Banco do Brasil no centro do Rio de Janeiro. 14/08/2014.Pilar Olivares

SÃO PAULO (Reuters) - O lucro do Banco do Brasil no primeiro trimestre caiu quase 60 por cento pressionado por um salto nas provisões para perdas com inadimplência, refletindo o cenário econômico negativo e a crise no setor de óleo e gás, que levaram a instituição a prever despesas maiores com calotes em 2016.

O maior banco do país em ativos anunciou nesta quinta-feira lucro líquido de 2,359 bilhões de reais para o período, queda de 59,5 por cento ante mesmo intervalo do ano passado.

Na base ajustada, o lucro foi de 1,286 bilhão de reais, contra 3,025 bilhões de reais um ano antes.

A provisão para créditos de liquidação duvidosa atingiu 9,145 bilhões de reais de janeiro a março deste ano, um aumento de quase 62 por cento sobre igual período de 2015 e de 30,8 por cento na base sequencial.

Esse movimento se sobrepôs a maiores ganhos com crédito no período, refletido no spread --a diferença entre custo de captação e a taxa cobra de clientes-- que subiu pelo quarto trimestre seguido, chegando a 7,5 por cento.

A carteira de crédito ampliada do BB fechou março em 775,6 bilhões de reais, aumento de apenas 2,3 por cento em 12 meses e queda de 2,6 por cento contra dezembro de 2015.

O destaque positivo em crédito foi o segmento imobiliário, com avanço de 22,6 por cento em um ano. Em compensação, o estoque de empréstimos para empresas médias e pequenas teve contração de 9,3 por cento na mesma base de comparação.

A qualidade da carteira de financiamentos piorou pelo quarto trimestre consecutivo, com o índice de inadimplência alcançando 2,6 por cento no fim de março, ante 1,84 por cento um ano antes e 2,24 por cento em dezembro.

O aumento da inadimplência levou o BB a elevar a estimativa de provisão para perdas com inadimplência em 2016 da faixa de 3,7 a 4,1 por cento para entre 4 e 4,4 por cento da carteira de crédito.

O saldo da carteira renegociada do banco chegou a 22,038 bilhões de reais no encerramento de março, ante 10,183 bilhões de reais um ano antes e 19,653 bilhões de reais no fim de 2015.

As receitas com tarifas totalizaram 5,558 bilhões de reais no primeiro trimestre, alta de 2,5 por cento contra um ano antes. As despesas administrativas de janeiro a março somaram 7,808 bilhões de reais, avanço também de 2,5 por cento.

O BB também piorou a previsão para rentabilidade ajustada sobre o patrimônio líquido em 2016, de 11 a 14 por cento para de 9 a 12 por cento.

Por Aluísio Alves

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