Exportações de gasolina e diesel do Brasil crescem fortemente no 1º quadrimestre

quinta-feira, 12 de maio de 2016 12:53 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - As exportações brasileiras de gasolina e óleo diesel cresceram fortemente nos primeiros quatro meses deste ano, enquanto o país vive a pior recessão econômica em décadas, com a contribuição de uma crise política, que tem se refletido em uma redução do consumo interno dos combustíveis desde o ano passado.

As exportações brasileiras de diesel somaram 245,5 mil barris em abril, ante nenhuma venda externa no mesmo mês do ano passado, contribuindo para uma alta de 192,4 por centro nos primeiros quatro meses de 2016, ante o mesmo período de 2015.

Os dados foram publicados nesta quinta-feira pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

As exportações de gasolina somaram 948,549 mil barris em abril, ante 955 barris embarcados no mesmo mês do ano passado, permitindo um salto das vendas externas de 996,5 por cento nos quatro primeiros meses do ano, em relação a um ano antes.

A Reuters publicou na segunda-feira que o Brasil enviou pelo menos duas cargas de 37 mil toneladas de diesel para a Europa nas últimas semanas, invertendo a rota tradicional e destacando um enfraquecimento da maior economia sul-americana.

Em março, houve um crescimento de 229 por cento das exportações de diesel do Brasil ante o mesmo mês de 2015, refletindo uma grande carga enviada pela Petrobras à Argentina, segundo informou uma fonte da empresa à Reuters.

Já as importações de diesel em abril somaram 3,72 milhões de barris, alta de cerca de 20 por cento ante o mesmo período do ano passado. Entretanto, no acumulado do ano até abril, houve uma queda de 26,8 por cento nas importações de diesel pelo país, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Já as importações de gasolina em abril somaram 1,27 milhão de barris, queda de 45 por cento em relação ao mesmo mês de 2016. Entre janeiro e abril, as compras externas de gasolina foram de 4,97 milhões de barris, queda de 43,1 por cento em relação aos mesmos meses de 2015.

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