May 12, 2016 / 8:47 PM / a year ago

Bovespa fecha em alta de 0,9% com exterior e noticiário corporativo após afastamento de Dilma

5 Min, DE LEITURA

SÃO PAULO (Reuters) - A Bovespa fechou com o seu principal índice em alta nesta quinta-feira, após o Senado aprovar abertura de processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff e afastá-la do cargo, com Michel Temer assumindo interinamente o comando do país.

O Ibovespa subiu 0,9 por cento, a 53.241 pontos, com bancos privados entre os principais suportes de alta. Na mínima, pela manhã, caiu 0,65 por cento.

O pregão foi marcado por noticiário corporativo intenso e influência do cenário externo, particularmente as oscilações em Wall Street e dos preços do petróleo.

O volume financeiro foi expressivo, somando 8,74 bilhões de reais, contra uma média diária de 7,2 bilhões de reais em 2016 e 6,7 bilhões de reais até agora em maio.

Investidores aguardam pronunciamento de Temer, particularmente potenciais anúncios de medidas no sentido de devolver o país à trajetória de equilíbrio fiscal e crescimento econômico.

O entendimento no mercado é de que, apesar dos desafios ainda significativos para a economia brasileira, a mudança do comando do país abre espaço para perspectivas mais favoráveis no longo prazo.

Na visão do time econômico do Credit Suisse, liderado por Nilson Teixeira, a articulação política será determinante para reversão da recessão.

"A reversão do cenário adverso requer aprovação de medidas no Congresso nas áreas da Previdência Social, do mercado de trabalho e do sistema tributário; atuações para elevar a produtividade da economia; e ações emergenciais para reduzir o déficit primário no curto prazo, englobando corte de gastos, redução das renúncias tributárias e alta de tributos", listou a equipe de Nilson Teixeira em relatório a clientes.

Os senadores deram aval à abertura do processo de impeachment por 55 votos a favor e 22 contra, afastando Dilma da Presidência da República por até 180 dias, enquanto é julgada, o que pode resultar no seu afastamento definitivo.

Destaques

- BANCO DO BRASIL fechou em queda de 2,83 por cento, na contramão do setor bancário, após resultado trimestral fraco, com salto em provisões. ITAÚ UNIBANCO e BRADESCO subiram 0,99 e 2,16 por cento, respectivamente.

- PETROBRAS fechou com as preferenciais em queda de 4,49 por cento, após sessão volátil, piorando no final da sessão antes da divulgação do resultado trimestral ainda nesta quinta-feira. Durante a sessão o desempenho dos papéis esteve atrelado ao movimento do petróleo e ajustes, após o Senado confirmar o afastamento da presidente Dilma.

- JBS disparou 21,01 por cento, maior alta diária desde outubro de 2008, para o nível mais alto de fechamento desde março, com o anúncio dos planos para uma reorganização corporativa ofuscando o prejuízo do primeiro trimestre.

- QUALICORP avançou 5,67 por cento, renovando máxima desde final de novembro de 2015, após balanço trimestral mostrar lucro líquido de 198,3 milhões de reais no primeiro trimestre, ante resultado positivo de 44,7 milhões de reais obtido no mesmo período do ano passado.

- TIM PARTICIPAÇÕES subiu 3,42 por cento, apesar de resultado trimestral considerado fraco por analistas, com mudança na gestão da operadora de telecomunicações no radar. A rival OI, que não está no Ibovespa e também apresentou balanço trimestral, caiu 1,19 por cento.

- KROTON EDUCACIONAL valorizou-se 2,33 por cento, após balanço trimestral com alta anual de mais de 60 por cento no lucro líquido e estimar aumento de 5,9 por cento do Ebitda ajustado pró-forma em 2016.

- SMILES avançou 1,80 por cento, na esteira do salto de 11,07 por cento nas ações da sua controladora Gol, que não está no Ibovespa, após a companhia aérea divulgar o primeiro lucro trimestral após quatro anos de prejuízos consecutivos. nL2N1890XR]

- VALE fechou com as preferenciais em baixa de 2 por cento, na esteira do recuo dos preços do minério de ferro na China, em movimento acompanhado por outras mineradoras e siderúrgicas na Bovespa.

- CSN caiu 3,22 por cento, acompanhando o movimento negativo no setor siderúrgico como um todo e revertendo os ganhos da manhã, quando descolou de suas rivais em meio à análise do balanço trimestral.

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