Petrobras prevê reduzir custos de extração para menos de US$10/boe no 2º tri

quinta-feira, 12 de maio de 2016 21:10 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras reduziu em 22 por cento o custo de extração de óleo e gás no primeiro trimestre ante mesmo período de 2015, para 10,13 dólares por barril de óleo equivalente (boe), e a tendência é cair ainda mais no segundo trimestre, com a retomada da produção em plataformas que estavam em manutenção.

A informação foi dada nesta quinta-feira pela diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Solange Guedes, durante entrevista a jornalistas convocada para comentar os resultados do primeiro trimestre, no qual a estatal teve prejuízo..

Segundo Solange, contribuíram para a redução de custos de extração o êxito da renegociação de contratos, em meio à queda dos preços do petróleo, e a melhora na eficiência das atividades na área de exploração e produção, além de uma contribuição da variação do real em relação ao dólar.

Ela disse que o custo de extração do pré-sal no período ficou abaixo de 8 dólares por boe.

"A redução de custo teria sido maior se a produção caísse menos... nesse sentido, teremos números bastante interessantes no segundo trimestre de 2016, porque o número de paradas programadas será bem inferior ao do primeiro trimestre", afirmou Solange.

Durante o primeiro trimestre do ano, segundo a diretora, sete plataformas de produção entraram em parada para manutenção, somando um total de 980 mil barris por dia de capacidade de extração de petróleo e impactando a produção da empresa.

A empresa iniciou neste ano uma segunda rodada de renegociação de contratos na área de exploração e produção, o que, segundo a diretora, contribuiu para a queda do custo de extração.

A diretora reforçou o compromisso da empresa com a meta de produzir 2,145 milhões de barris de petróleo no Brasil em 2016, com o "contínuo" crescimento da extração no pré-sal. Estão previstas para este ano a entrada duas novas plataformas de produção no terceiro trimestre deste ano na Bacia de Santos.

Apesar da redução de custos, a área de exploração e produção teve um prejuízo de 605 milhões de reais, ante lucro de 3,413 bilhões de reais no mesmo período de 2015, devido ao declínio dos preços do petróleo, de 37 por cento no período, e menor produção de petróleo.   Continuação...