Dólar sobe e encosta em R$3,50, seguindo exterior; mercado aguarda anúncios do governo

sexta-feira, 13 de maio de 2016 10:35 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar subia e encostava em 3,50 reais nesta sexta-feira, em linha com o exterior e com o investidores à espera de anúncios do governo do presidente interino Michel Temer, que conduz uma reunião ministerial nesta manhã.

A sessão era marcada pela ausência do Banco Central que, até o momento, não anunciou leilão de swap cambial reverso, equivalente a compra futura de dólares, após ter atuado nos dois pregões anteriores.

Às 10:34, o dólar avançava 0,53 por cento, a 3,4910 reais na venda, após subir 0,79 por cento na véspera. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,10 por cento.

"O cenário externo hoje segue tentando puxar o dólar para cima", disse o economista da corretora Guide Investimentos Ignacio Crespo Rey, acrescentando que no campo interno o mercado permanece otimista com a mudança de governo.

No exterior, o dólar avançava frente a uma cesta de moedas, atingindo a máxima de duas semanas com avaliações de que o Federal Reserve ainda caminha para elevar os juros antes de outros grandes bancos centrais. O cenário de maior aversão a risco também vinha com os preços do petróleo em queda.

Nesta manhã, dados mostraram que as vendas no varejo nos Estados Unidos tiveram a maior alta em um ano em abril, o que sugere que a economia está recuperando ímpeto após o crescimento quase estagnar no primeiro trimestre. Números mais fortes da economia norte-americana poderiam corroborar nova alta de juros no país, o que poderia levar a saída de recursos de países mais arriscados, como o Brasil.

Operadores alertavam, no entanto, que o baixo volume de negócios favorecia a volatilidade dos negócios.

"O mercado está em compasso de espera, aguardando medidas do novo governo", resumiu o gerente de câmbio da corretora Fair, Mário Battistel.

Nesta manhã, o novo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou em entrevista à TV Globo que o país deverá registrar déficit primário pior do que os 96 bilhões de reais previstos e não descartou a volta da CPMF para reequilibrar as contas públicas. No final da manhã, ele dará sua primeira entrevista coletiva no cargo.   Continuação...