CPFL vê mais privatizações em novo governo; espera revisão do preço da Celg-D

sexta-feira, 13 de maio de 2016 13:43 BRT
 

Por Luciano Costa

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente da CPFL Energia, Wilson Ferreira Jr, fez elogios nesta sexta-feira aos primeiros acenos do presidente interino da República, Michel Temer, e disse que há perspectiva de melhora no ambiente de negócios do país, uma vez que o novo governo deverá focar na atração de investimentos para superar a atual crise.

Para o executivo, isso passará por uma postura voltada à viabilização das privatizações, o que poderia inclusive passar por uma revisão do preço de venda da distribuidora de energia Celg-D, de Goiás, que é controlada pela Eletrobras e cuja venda já havia sido definida pelo governo Dilma Rousseff.

Ferreira disse que o valor mínimo de cerca de 2,8 bilhões de reais estabelecido para a venda da elétrica está muito elevado, o que refletiria um "equívoco" de precificação.

"Ainda não fomos informados oficialmente de qualquer mudança no processo da Celg-D, embora eu não tenha dúvida de que à luz do novo governo essa é uma alternativa importante (de levantar caixa)... dado que todos analistas já colocaram isso, os manifestados já se interessaram, imagino que nos próximos dias ou meses a gente terá essa revisão do valor", disse Ferreira, em teleconferência com investidores.

Para ele, a venda do controle de estatais é uma forma de capitalizar tanto as empresas quanto os governos, e por isso deverá estar presente na agenda da nova administração.

"O tema da privatização, que pode trazer muitos benefícios para os detentores das concessões e os consumidores, deve ser, na minha visão pessoal, muito intensificado nos próximos meses", afirmou.

Segundo Ferreira, a busca por alavancar investimentos privados será importante na reversão das expectativas do mercado em relação ao país e deverá vir junto com um aperfeiçoamento da regulação do setor elétrico e das regras dos leilões de energia nova, por exemplo.

Ele disse que já houve avanços na área de energia desde o ano passado, mas mostrou-se otimista quanto à continuidade das melhorias de regras e da segurança jurídica.   Continuação...