Programas sociais serão mantidos, mas terão "forte avaliação", diz Meirelles

sexta-feira, 13 de maio de 2016 14:07 BRT
 

Por Marcela Ayres

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta sexta-feira que é preciso haver "avaliação bastante forte e bastante cuidadosa" dos programas sociais, após ter indicado que aumentos de impostos poderão vir para melhorar o panorama fiscal do país.

"O fato de se manter um programa social não quer dizer que se possa manter o mau uso", afirmou Meirelles na sua primeira coletiva de imprensa no cargo, durante a qual reiterou que o governo tomará medidas duras mirando o reequilíbrio das contas públicas.

Ele, no entanto, não anunciou nenhuma medida concreta, argumentando que elas virão "no momento certo", para que sejam "maturadas".

Neste cenário, Meirelles não descartou aumento de impostos ou a retomada da CPMF, afirmando que caso seja necessário, um tributo será aplicado de forma temporária.

O ministro assumiu o posto na véspera, mas seu nome já havia sido sinalizado há semanas pelo presidente interino Michel Temer como o homem forte da economia caso o Senado aprovasse o afastamento temporário da presidente Dilma Rousseff, o que acabou se confirmando na quinta-feira.

Segundo o ministro, os membros de sua equipe serão anunciados na segunda-feira, incluindo quem presidirá o Banco Central. Meirelles adiantou que Tarcisio Godoy será seu secretário-executivo, segundo cargo mais importante na hierarquia da Fazenda e que já havia sido ocupado por Godoy no ano passado, na gestão do então ministro Joaquim Levy.

Quando questionado sobre a permanência de Alexandre Tombini à frente do BC, Meirelles disse que o anúncio não significava necessariamente que o presidente não seria o mesmo.

As apostas para o comando do BC se voltam majoritariamente para o economista-chefe do Itaú e ex-diretor do BC, Ilan Goldfajn, embora os nomes do ex-diretor do BC Mario Mesquita e do ex-secretário do Tesouro Carlos Kawall também estejam sendo considerados, conforme afirmou o novo ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha.   Continuação...