Medidas propostas por Temer teriam de ser tomadas por qualquer governo, diz Padilha

sexta-feira, 13 de maio de 2016 15:39 BRT
 

Por Leonardo Goy e Maria Carolina Marcello

BRASÍLIA (Reuters) - As medidas propostas pela equipe do presidente interino Michel Temer, como reforma da Previdência e redução dos gastos públicos, teriam de ser tomadas por qualquer governo que assumisse o poder, disse nesta sexta-feira o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, após a primeira reunião do novo ministério no Palácio do Planalto.

“Independentemente de sermos nós ou quem quer que esteja aqui, teria de tomar essas medidas, projetando curto, médio e longo prazo. Esse é o caminho que terá de ser percorrido para resgatarmos a confiança”, disse Padilha, ao ser indagado sobre o fato de um governo interino trabalhar em projetos estruturais.

“Tivemos a pior crise econômica história do Brasil. Portanto, temos de ter medidas que correspondam”, acrescentou.

Segundo ele, sem essas medidas haveria o risco de, até o final do ano, o governo federal ficar sem condições de pagar salários.

Para Padilha, o governo Temer, que assumiu interinamente a Presidência na quinta-feira após o afastamento da presidente Dilma Rousseff em meio ao processo de impeachment, terá uma base relativamente firme no Congresso para aprovar até mesmo medidas delicadas e controversas, caso de uma reforma da Previdência.

Ele lembrou que tanto na votação da Câmara quanto na do Senado foram mais de dois-terços dos parlamentares favoráveis ao andamento do processo de impedimento de Dilma, e que os partidos que apoiaram o impeachment obtiveram representação no ministério de Temer.

“A partir da composição que se fez no ministério, procuramos trazer todos os partidos que compõem essa expressão numérica de mais de dois terços (no Legislativo)”, disse Padilha.

O ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Romero Jucá, disse que o novo governo pretende adotar um conjunto de ações que vai "da recuperação da segurança jurídica à animação econômica, passando pelo equilíbrio fiscal que leva a uma queda da inflação, das taxas de juros e gera crescimento”.   Continuação...

 
Presidente interino Michel Temer (à direita) e ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha (à esquerda). 13/05/2016. REUTERS/Ueslei Marcelino