Dólar sobe quase 1,5% e vai a R$3,52, seguindo exterior

sexta-feira, 13 de maio de 2016 17:44 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou com alta de quase 1,5 por cento, indo ao patamar de 3,52 reais nesta sexta-feira, em linha com o mercado exterior, que viveu um dia de aversão ao risco por conta de temores que o banco central norte-americano pode elevar os juros mais do que uma vez neste ano.

Apesar da expectativa, a nova equipe econômica do presidente interino Michel Temer não anunciou medidas concretas para colocar a economia no eixos, mas não chegou a deixar os investidores desanimados.

A sessão foi marcada também pela ausência do Banco Central, que não anunciou leilão de swap cambial reverso, equivalente a compra futura de dólares, após ter atuado nos dois pregões anteriores.

O dólar avançou 1,47 por cento, a 3,5236 reais na venda. Na semana, a moeda norte-americana subiu 0,59 por cento. O dólar futuro tinha alta de cerca de 1 por cento no final desta tarde.

"Os dados dos EUA vieram todos positivos, valorizando a divisa no exterior", disse o superintendente regional de câmbio da SLW, João Paulo de Gracia Correa.

Nesta manhã, dados mostraram que as vendas no varejo nos Estados Unidos tiveram a maior alta em um ano em abril, o que sugere que a economia está recuperando ímpeto após o crescimento quase estagnar no primeiro trimestre. Além disso, a Universidade do Michigan divulgou seu índice de confiança do consumidor, com ganho de 6,8 pontos, para 95,8, a maior leitura desde junho.

Os dados econômicos dos EUA impulsionaram a expectativa de que o Federal Reserve possa aumentar a taxa de juros mais de uma vez este ano, o que poderia levar a saída de recursos de países mais arriscados, como o Brasil.

Neste cenário, o dólar ganhou força frente a uma cesta de moedas, atingindo a máxima de duas semanas. O cenário de maior aversão a risco também veio com a queda nos preços do petróleo.

No front local, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse em entrevista à imprensa que é preciso uma "avaliação bastante forte e bastante cuidadosa" dos programas sociais, e defendeu a sustentabilidade futura da dívida pública como principal prioridade em termos de política econômica, mas não divulgou medidas concretas.   Continuação...