Copel terá melhor resultado nos próximos trimestres, prevê presidente

sexta-feira, 13 de maio de 2016 17:52 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A estatal paranaense de energia Copel deverá ter resultados melhores a partir do segundo trimestre, principalmente devido a maiores ganhos nas divisões de geração e transmissão, afirmaram executivos da companhia em teleconferência com investidores nesta sexta-feira.

O balanço dos primeiros três meses de 2016 da elétrica apresentou queda de 71 por cento no lucro ante mesmo período de 2015, derrubando em 7 por cento as ações da empresa na BM&FBovespa.

"Tivemos não só na Copel, mas no setor (elétrico) e no país um primeiro trimestre bastante desfavorável... nossas perspectivas, e temos bastante firmeza em falar isso, é que teremos um segundo trimestre melhor... estamos esperançosos que teremos melhorias e podemos fechar 2016 numa perspectiva bem melhor", disse o presidente da elétrica, Luiz Fernando Vianna.

O resultado no primeiro trimestre foi fortemente afetado por pior desempenho na Copel G&T, subsidiária de geração e transmissão, e na Copel-D, responsável pela distribuição de energia no Paraná.

O lucro líquido da Copel G&T caiu cerca de 60 por cento na comparação anual, enquanto a distribuidora teve prejuízo de 39 milhões de reais no primeiro trimestre, ante lucro de 29 milhões de reais no mesmo período de 2015.

A expectativa é que a divisão de geração se beneficie de preços maiores da energia no mercado a partir do segundo trimestre e de uma possível reativação no terceiro trimestre da termelétrica Araucária, que rendeu fortes resultados à companhia em 2015, quando a usina passou o ano todo ligada, devido ao baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas.

Já na área de distribuição, a Copel acredita que os problemas trazidos pela crise, como a redução do consumo de energia e o aumento da inadimplência, podem já ter chegado a um limite, e poderão reverter a trajetória nos próximos trimestres.

"Já chegamos no pior ponto do ano e a tendência agora é uma reversão", afirmou o presidente da Copel-D, Antonio de Souza Guetter.

Com isso, a Copel espera reduzir a alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e a geração de caixa (Ebitda), ante um pico de 3,3 vezes atingido no final do primeiro trimestre.   Continuação...