17 de Maio de 2016 / às 14:32 / um ano atrás

Dólar tem leve alta sobre o real, em linha com exterior; indicação de Ilan ao BC agrada

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar tinha leve alta sobre o real nesta terça-feira, em linha com exterior após dados da economia norte-americana aumentarem os receios de que novo aumento de juros pelo Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, se aproxima.

Nota de dólar vista em casa de câmbio no Rio de Janeiro. 24/09/2015 REUTERS/Sergio Moraes

O mercado também mostrava otimismo com a indicação de Ilan Goldfajn para a presidência do Banco Central. Mais uma vez, o BC permanece de fora da atuação do mercado cambial, a terceira sessão seguida.

Às 11:28, o dólar avançava 0,17 por cento, a 3,5101 reais na venda, mas chegou a cair 0,62 por cento na mínima do dia, a 3,4825 reais, no começo dos negócios.

“Foram dados bons dos EUA, aumentando receios com alta de juros”, disse o superintende regional de câmbio da SLW, João Paulo de Gracia Correa.

Os preços ao consumidor nos EUA tiveram a maior alta em mais de três anos em abril, com o avanço dos custos da gasolina e dos aluguéis, indicando pressão inflacionária constante que pode dar ao Fed munição para elevar os juros ainda este ano. Além disso, a produção industrial expandiu em abril, com os fabricantes de maquinário e carros registrando aumentos sólidos na produção.

Juros mais elevados na maior economia do mundo poderia levar à saída de recursos de países considerados mais arriscados, como o Brasil.

Neste cenário, o dólar subia em relação a moedas de países emergentes como os pesos mexicano e chileno. Já em relação a uma cesta de moedas, o dólar operava em leve baixa.

Somava-se às pressões de alta da moeda norte-americana a notícia de que o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou para julgamento no plenário da Corte a ação que pede a abertura de processo de impeachment contra o presidente interino da República, Michel Temer.

No lado positivo, foi anunciado pela manhã, antes dos mercados financeiros abrirem, indicação de Ilan para presidir o BC, conforme esperado e festejado pelos investidores. Também foram anunciados outros nomes para a equipe do Ministério da Fazenda, com Marcelo Caetano na secretaria da Previdência da Fazenda, Mansueto Almeida na secretaria da Acompanhamento Econômico e Carlos Hamilton na secretaria de Política Econômica.

“Os nomes agradaram e o mercado reagiu bem”, resumiu o operador da corretora Spinelli, José Carlos Amado, referindo-se à abertura em queda do dólar.

O BC não anunciou até o momento leilão de swap cambial reverso, equivalente a compra futura de dólares. Para muitos operadores, a autoridade monetária não tem interesse na cotação abaixo de 3,50 reais para não prejudicar as exportações brasileiras e, consequentemente, as contas externas.

Por Flavia Bohone

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