Dólar cai e volta abaixo de R$3,50 após indicação de Ilan ao BC e alta do petróleo

terça-feira, 17 de maio de 2016 17:18 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar encerrou em queda nesta terça-feira, abaixo dos 3,50 reais, com o mercado recebendo bem a indicação de Ilan Goldfajn para presidir o Banco Central e com os ganhos nos preços do petróleo favorecendo moedas de países emergentes.

Mais uma vez, o BC não atuou no mercado cambial, a terceira sessão seguida. Foi um dia de sobe e desce da moeda norte-americana, com receios sobre a proximidade de elevação nos juros norte-americanos mantendo os investidores cautelosos.

O dólar recuou 0,36 por cento, a 3,4915 reais na venda, após cair 0,62 por cento na mínima do dia, a 3,4825 reais, e subir 0,72 por cento, a 3,5295 reais, na máxima. O dólar futuro recuava cerca de 0,4 por cento no fim da tarde.

"Com confiança no novo governo e na nova equipe econômica, é natural que posições defensivas sejam gradativamente desmontadas", disse o superintendente de câmbio da corretora Correparti, Ricardo Gomes da Silva.

O mercado reagiu bem à indicação de Ilan para presidir o BC, conforme esperado e festejado pelos investidores. Também foram anunciados outros nomes para a equipe do Ministério da Fazenda, com Marcelo Caetano na secretaria da Previdência, Mansueto Almeida na secretaria da Acompanhamento Econômico e Carlos Hamilton na secretaria de Política Econômica.

"Os nomes agradaram e o mercado reagiu bem", resumiu o operador da corretora Spinelli, José Carlos Amado.

A queda do dólar também foi sustentada, sobretudo à tarde, pelos preços do petróleo, que subiram mais de 1 por cento nos Estados Unidos e chegaram a atingir a máxima em sete meses nesta sessão, em meio a expectativas de estoques menores no país e após incêndios florestais voltarem a ameaçar fornecedores canadenses.

Neste cenário, o dólar também caiu em relação ao peso chileno e mostrava leve baixa em relação ao peso mexicano. A moeda norte-americana também tinha leve recuo em relação a uma cesta de moedas.

Mais pela manhã, no entanto, o mercado cambial foi marcado por alguma volatilidade, refletindo os receios sobre a proximidade de elevação nos juros norte-americanos diante de dados econômicos mais fortes do que o esperado.   Continuação...