G7 se une contra saída da Grã-Bretanha da UE, mas admite que só resta aguardar votação

sábado, 21 de maio de 2016 10:25 BRT
 

Por Stanley White e Megumi Kono

SENDAI, Japão (Reuters) - Ministros do grupo dos sete países mais industrializados, o G7, reunidos durante o final de semana na esperança de que a Grã-Bretanha permaneça na União Europeia, admitem que têm pouco a fazer além de ter esperanças.

"O G7 não falou sobre um Plano B em resposta ao que pode acontecer caso a Grã-Bretanha deixe a União Europeia", disse o ministro das Finanças francês, Michel Sapin, à Reuters neste sábado. "Nós falamos sobre modos de ajudar a Grã-Bretanha a ficar na UE."

O decisivo referendo britânico sobre a permanência na UE tem sido um assunto importante para os mercados globais e políticos, que podem apenas esperar para ver o que os britânicos dirão nas urnas do dia 23 de junho.

O sobe e desce nos dados de pesquisas sobre a votação tem feito os mercados financeiros oscilarem por meses. A preocupação com a votação iminente é um grande risco para o Fed, que já indicou que poderá elevar as taxas de juros norte-americanas em sua reunião no meio de junho, mas que expressou preocupações sobre o chamado "Brexit", abreviatura para "saída britânica" do bloco.

Sapin não entrou em detalhes sobre quaisquer medidas que o G7 tenha discutido para manter a Grã-Bretanha na UE, durante entrevista nos intervalos da reunião entre ministros das Finanças e representantes de Bancos Centrais em Sendai, nordeste do Japão.

"O Brexit teria fortes consequências", disse Sapin. "Seria ruim para a Grã-Bretanha e ruim para a Europa, pois investidores teriam suas dúvidas e isso afetaria os fluxos de capital."

Os ministros do G7, porém, não podem fazer muito além de torcer pelo apelo do primeiro-ministro David Cameron para que a segunda maior economia da UE permaneça na União.

"Estamos claramente preocupados, coletivamente, com o risco da saída... e acreditamos que isso poderia ter, potencialmente, alguns impactos econômicos", disse o ministro das Finanças canadense, Bill Morneau, à Reuters em Sendai. O ministro acrescentou, no entanto, que não se falou "de medidas específicas que possam ser tomadas sobre esse assunto".   Continuação...