Projeções no Focus para a Selic em 2016 e 2017 caem após indicação de Ilan Goldfajn para BC

segunda-feira, 23 de maio de 2016 09:06 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - As projeções para a taxa básica de juros neste ano e no próximo foram reduzidas na pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira, após a indicação de Ilan Goldfajn para a presidência do Banco Central.

O levantamento semanal junto a uma centena de economistas mostrou que a estimativa agora para a Selic no final deste ano voltou a cair, a 12,75 por cento, sobre 13,00 por cento na semana anterior. O início dos cortes, segundo o Focus, continuou em setembro.

Para 2017, a mediana das projeções mudou para 11,38 por cento, contra 11,50 por cento antes, segunda semana seguida de queda. A Selic está em 14,25 por cento desde julho passado.

O Top 5, grupo que mais acerta as projeções, vê a Selic em patamares mais elevados em ambos os anos. Para 2016 a estimativa permaneceu em 13,75 e para 2017, em 12,25 por cento.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, indicou e ex-economista-chefe do Itaú Ilan Goldfajn para chefiar o BC, que ainda precisa passar por sabatina e aprovação no Senado para assumir o posto hoje ocupado por Alexandre Tombini.

Ilan vinha destacando que a recessão no Brasil e o enfraquecimento do dólar sobre o real desde o início do ano estavam entre os fatores que deveriam contribuir para gradual redução das expectativas de inflação, abrindo espaço para o início do ciclo de corte de juros no "segundo semestre, a partir de julho".

Em relação à inflação, o Focus apontou que o IPCA deve fechar 2016 com alta de 7,04 por cento, 0,04 ponto percentual a mais do que na pesquisa anterior e acima do teto da meta do governo, de 4,5 por cento com tolerância de 2 pontos percentuais.

Em maio, o IPCA-15 subiu 0,86 por cento na comparação mensal, maior nível para o mês em 20 anos, acelerando a alta em 12 meses para 9,62 por cento.

Para 2017 a expectativa é de inflação de 5,50 por cento, inalterado sobre a projeção anterior e dentro da meta para o ano que vem, de 4,5 por cento, com tolerância de 1,5 ponto.   Continuação...