Setor educacional espera que governo cumpra promessa de vagas para o Fies no 2º semestre

segunda-feira, 23 de maio de 2016 18:36 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O setor educacional espera a manutenção das vagas prometidas para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) no segundo semestre, embora ainda não esteja claro o orçamento para o programa diante de um déficit primário de mais de 170 bilhões de reais projetado para 2016.

"As 50 mil vagas (para o segundo semestre) que foram anunciadas lá atrás, geraram uma agenda, uma expectativa do setor", disse o presidente da Federação Nacional de Escolas Particulares (Fenep), Eugênio Cunha.

Segundo ele, o ministro da Educação, Mendonça Filho, tem se mostrado acessível e há expectativa de que ele consiga "organizar o ministério".

Para o secretário-executivo do Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular, Paulo Cardim, é importante que o ministério da Educação (MEC), junto com a Fazenda e o Planejamento, apresentem o valor que será disponibilizado aos programas educacionais no segundo semestre, para que o segmento possa se planejar.

O MEC disse nesta segunda-feira que está trabalhando para anunciar até o fim de junho o processo de novas inscrições para o Fies, rejeitando informações publicadas por jornal mais cedo de que o programa não abrirá novas vagas este ano.

"O importante é que o MEC confirmou os programas para o segundo semestre. Isso no curtíssimo prazo é fundamental para nós", afirmou Cardim, acrescentando que ainda não há visibilidade como será o programa em 2017.

Cardim disse que o Fórum - que representa as sete principais associações do setor educacional - planeja reunir-se com o ministro da Educação e vai apresentar propostas voltadas para assuntos como formação de professores, a aplicação da Lei do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) e o Programa Nacional de Educação (PNE). Da mesma forma, a Fenep também planeja reunir-se como ministro nas próximas semanas.

"Como eu vou pedir dinheiro para um governo que acaba de apresentar um déficit de 170 bilhões de reais? Tenho que levar soluções para o Estado neste momento", disse Cardim.

(Por Juliana Schincariol)