Comgás anuncia redução de tarifas para indústria, comércio e parte das residências

quinta-feira, 26 de maio de 2016 17:16 BRT
 

SÃO PAULO, 26 Mai (Reuters) - A Companhia de Gás de São Paulo (Comgás), maior distribuidora de gás natural do Brasil, anunciou nesta quinta-feira redução na maior parte de suas tarifas, incluindo clientes da indústria e do comércio, em meio a preços mais baixos do petróleo.

As novas tarifas, que passarão a valer a partir de 31 de maio, tiveram ajustes distintos, conforme o segmento de mercado e o volume de consumo.

As tarifas de gás natural canalizado sofrerão redução para os segmentos comercial (de -8 por cento a -0,8 por cento), industrial (de -21 a 11,3 por cento) e cogeração (-17 a -19 por cento, além de ligeira queda para residências que consomem mais de 10 metros cúbicos/mês.

Houve alta, no entanto, para clientes residenciais que consomem abaixo de 10 metros cúbicos/mês, com um aumento de 4,8 por cento para consumidores de 3 metros cúbicos/mês de consumo, e para o GNV (+2,2 por cento)- percentuais que se mantém abaixo da inflação, ressaltou a Comgás.

As novas tarifas são válidas para os consumidores de gás natural em toda a área de concessão da Comgás, que compreende 177 municípios na região metropolitana de São Paulo, região administrativa de Campinas, Vale do Paraíba e Baixada Santista. 

O reajuste realizado pela Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) é resultado do alinhamento do custo de gás e repasse de valores acumulados na chamada conta-gráfica, que tiveram significativa redução em função da queda do preço do petróleo, que é a base para os preços do gás natural.

"As novas tarifas anunciadas pela Arsesp reforçam a competitividade do gás natural, uma alternativa energética segura, eficiente e versátil", disse o diretor-presidente e de Relações com Investidores da Comgás, Nelson Gomes, em nota, ressaltando que se trata de uma excelente notícia para o setor produtivo.

A Comgás, controlada pela Cosan, conta com 1.605.838 clientes residenciais, 15.096 comerciais, 1.105 industriais e 26 de cogeração, além de 264 postos de combustíveis --a estimativa é de cerca de 100 mil motoristas com carro convertido para o uso de GNV.

(Por Roberto Samora; edição de Lisandra Paraguassu)