27 de Maio de 2016 / às 18:22 / um ano atrás

Dólar amplia alta e volta a R$3,61 após Yellen, de Fed, indicar alta de juros

Funcionário de um banco conta notas de dólar em Hanói, Vietnã 16/05/2016 REUTERS/Kham

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar ampliou um pouco a alta nesta sexta-feira, mas não voltou a tocar as máximas do dia, com operadores aumentando as apostas de que o Federal Reserve pode elevar os juros já em junho após a chair do banco central dos Estados Unidos, Janet Yellen, afirmar que aumentos devem ser apropriados nos próximos meses.

Às 15:14, o dólar avançava 0,84 por cento, a 3,6140 reais na venda, mas continuou abaixo das máximas da sessão, quando subiu mais de 1 por cento e chegou a 3,6307 reais.

Imediatamente antes das declarações de Yellen, a moeda norte-americana era negociada abaixo dos 3,60 reais e com alta de cerca de 0,3 por cento. À tarde, o dólar futuro subia cerca de 0,7 por cento.

A moeda norte-americana havia subido 0,61 por cento na quarta-feira e voltado a encostar em 3,60 reais, maior patamar em mais de um mês e meio.

“Yellen ficou na linha do que vínhamos ouvindo de outros membros do Fed, apontando para a possibilidade de subir juros em breve”, disse o economista da corretora Renascença Marcos Pessoa.

Em evento em Boston, Yellen afirmou que o Fed deve elevar os juros “nos próximos meses” se o crescimento econômico melhorar como o esperado e se o mercado de trabalho continuar a se fortalecer.

Os juros futuros dos EUA passaram a apontar chance de 34 por cento de aumento de juros em junho após as declarações, contra 30 por cento antes.

O aperto monetário nos EUA pode atrair para a maior economia do mundo recursos atualmente aplicados em países como o Brasil, que se beneficiam de juros elevados.

O dólar já vinha subindo frente ao real desde o início da sessão, com investidores adotando cautela em meio ao noticiário político intenso no Brasil e em sessão marcada por baixo volume de negócios na emenda do feriado de Corpus Christi.

“O mercado está muito esvaziado hoje e continua bastante preocupado com a política”, resumiu o operador da corretora B&T Marcos Trabbold, ressaltando que o giro financeiro baixo tende a acentuar o impacto sobre as cotações.

Figuras importantes ligadas ao governo do presidente interino Michel Temer têm sido golpeadas por trechos de gravações divulgadas pela imprensa que já resultaram na queda do ex-ministro do Planejamento, senador Romero Jucá (PMDB-RR).

Investidores temem que isso enfraqueça a capacidade do governo de aprovar medidas de austeridade fiscal no Congresso Nacional e afete a credibilidade do país junto a investidores estrangeiros.

O volume de negócios nos mercados globais também era limitado porque os mercados norte-americanos não abrirão na segunda-feira devido ao feriado do “Memorial Day”.

O Banco Central brasileiro não anunciou qualquer intervenção cambial para esta sessão, mantendo-se ausente do mercado pela sexta sessão consecutiva.

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