Desemprego sobe a 11,2% no tri até abril, novo recorde, com quase 11,5 mi sem emprego

terça-feira, 31 de maio de 2016 11:00 BRT
 

Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A taxa de desemprego no Brasil foi acima de 11 por cento no trimestre encerrado em abril, novo recorde, com quase 11,5 milhões de trabalhadores sem posto e renda em queda, em meio ao cenário de forte recessão econômica, inflação elevada e confiança abalada.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua mostrou que a taxa de desemprego chegou a 11,2 por cento nos três meses até abril, contra 10,9 por cento no primeiro trimestre renovando a máxima da série histórica iniciada em 2012, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira.

No mesmo trimestre de 2015, a taxa de desemprego havia sido de 8,0 por cento.

Ainda segundo a Pnad Contínua, o número de desempregados no trimestre até abril foi a 11,411 milhões, salto de 42,1 por cento em relação a um ano antes, ou 3,383 milhões de pessoas a mais procurando emprego, também recorde. No primeiro trimestre, havia 11,089 milhões de desempregados.

A pesquisa mostrou ainda que a população ocupada registrou recuo de 1,7 por cento sobre igual período de 2015, ou 1,545 milhão de pessoas a menos em relação ao ano passado.

O IBGE informou ainda que a rendimento médio da população ocupada teve perda de 3,3 por cento na comparação com o mesmo período de 2015, para 1.962 reais.

Em abril somente, o Brasil fechou 62.844 vagas formais de trabalho, acumulando no ano perda líquida de 378.481 empregos na série com ajustes, segundo dados do Ministério do Trabalho.

 
Fila de pessoas em busca de emprego no centro de São Paulo. 08/03/2016 REUTERS/Paulo Whitaker