Bradesco nega contato de Trabuco com escritório investigado na operação Zelotes

terça-feira, 31 de maio de 2016 19:53 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O Bradesco negou nesta terça-feira que tenha contratado um escritório de advocacia tributária investigado na operação Zelotes e se disse surpreso com o indiciamento do seu presidente e de outros dois executivos pela Polícia Federal.

Nesta terça-feira, a Polícia Federal indiciou Luiz Carlos Trabuco e outros dois executivos do segundo maior banco privado do país no âmbito da Zelotes. A notícia provocou a queda de 5 por cento nas ações preferenciais do banco.

Em nota, o Bradesco disse que Trabuco não participou de qualquer reunião com representantes do escritório de assessoria tributária, mas confirmou contato do escritório com os diretores.

Segundo o banco, dois de seus diretores deram depoimentos à Polícia Federal e esclareceram que foram procurados por um escritório de assessoria tributária que se ofereceu para advogar uma questão fiscal junto ao Carf, mas nenhum proposta foi efetivada, porque o assunto já estava com outros tributaristas.

O banco negou ter prometido ou oferecido vantagens indevidas para tentar resolver o assunto, e disse que o indiciamento surpreendeu, já que os dois diretores foram ouvidos apenas como testemunhas e que Trabuco sequer foi ouvido.

GERDAU, SAFRA, MITSUBISHI

Lançada em março do ano passado, a operação Zelotes investiga a atuação de conselheiros do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) para favorecer empresas manipulando julgamentos de processos fiscais.

No começo do mês, a Justiça Federal de Brasília condenou o presidente da MMC Automotores, distribuidora da Mitsubishi no Brasil, por lavagem de dinheiro em um esquema de compra de benefícios fiscais, também investigado pela Zelotes. [L2N1812L9]   Continuação...