Indústria corta emprego com força em maio diante de piora da contração, aponta PMI

quarta-feira, 1 de junho de 2016 10:01 BRT
 

Por Camila Moreira

SÃO PAULO (Reuters) - A recessão econômica continuou pesando sobre o setor industrial brasileiro em maio e os trabalhadores foram novamente afetados com força pelos cortes de custos diante da queda na entrada de novos pedidos, apontou o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgado nesta quarta-feira.

O Markit informou que o PMI da indústria do Brasil recuou a 41,6 em maio sobre 42,6 em abril, taxa de contração mais forte em pouco mais de sete anos e 16º mês seguido abaixo da marca de 50 que separa contração de expansão.

As empresas voltaram a demitir funcionários em maio a um ritmo mais acelerado do que no mês anterior, com a taxa de corte chegando assim a um novo recorde para a pesquisa.

"As crises econômica e política que o Brasil tem enfrentado continuam a afetar a demanda e as empresas não têm tido outra opção a não ser dispensar funcionários como parte dos esforços para continuar vivas", avaliou a economista do Markit Pollyanna De Lima.

Os cortes foram registradas em todas as três subcategorias monitoradas, mas a redução mais forte foi apresentada na de bens de investimentos.

Esse cenário é reflexo da redução da entrada de novos negócios e da produção pelo ritmo mais forte desde março de 2009, como reflexo da demanda contida frente à crise econômica e à deterioração da confiança dos investidores.

O volume de novos negócios do exterior até cresceu em maio favorecido pelo dólar fortalecido em relação ao real, mas o ritmo foi o mais fraco na atual sequência de seis meses de expansão.

Mas a moeda norte-americana forte também levou à alta nos preços pago pela matéria-prima importada, e a taxa de inflação de insumos atingiu máxima de quase 8 anos.   Continuação...