Premiê japonês Abe adia aumento de imposto sobre vendas até outubro de 2019

quarta-feira, 1 de junho de 2016 10:40 BRT
 

Por Tetsushi Kajimoto e Leika Kihara

TÓQUIO (Reuters) - O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, anunciou nesta quarta-feira sua esperada decisão de adiar a alta do imposto sobre vendas por dois anos e meio, colocando planos de reforma fiscal em segundo plano devido aos crescentes sinais de fraqueza na economia.

Embora a decisão possa ajudar Abe a conquistar votos em uma eleição na câmara alta em 10 de julho, pode também gerar dúvidas sobre seus planos para conter a enorme dívida pública do Japão e financiar os custos de assistência social de uma população que envelhece rapidamente.

Ciente das críticas da oposição de que o atraso é um sinal de que suas políticas de estímulo falharam em incentivar o crescimento, Abe justificou a decisão, dizendo que era necessária para prevenir riscos decorrentes de fatores externos, especialmente a desaceleração do crescimento chinês.

"A política de estímulo de Abe vem constantemente produzindo resultados, mas o ambiente econômico global mudou rapidamente no último ano. O maior risco é a desaceleração nas economias emergentes", disse Abe durante entrevista à imprensa.

"Confrontados com riscos globais, precisamos reacender totalmente o motor da política de estímulo e acelerar esforços para escapar da deflação", acrescentou.

É a segunda vez que Abe adia um aumento do imposto sobre vendas de 8 por cento para 10 por cento, após um aumento de 5 por cento em abril de 2014 levar a economia de volta à recessão.

"Vamos apresentar um pacote econômico abrangente e ousado neste outono", disse Abe, sem indicar a escala de despesas previstas.