Cemig e Vale terão que comprar energia devido a hidrelétrica parada no Rio Doce

quarta-feira, 1 de junho de 2016 11:42 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A elétrica Cemig e a mineradora Vale terão que comprar energia para compensar a paralisação da hidrelétrica de Candonga, que não produz desde novembro, quando foi tomada por lama na sequência do rompimento de barragem da Samarco no Rio Doce, em Minas Gerais, decidiu o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino.

A compra da energia deverá ser realizada para atender a contratos da hidrelétrica com seus clientes.

Em despacho no Diário Oficial desta terça-feira, o diretor negou pedido das empresas para suspender decisão da Aneel que declarou no início de maio que a usina está sem condições para operar comercialmente.

"Essa decisão independe de culpa ou dolo do proprietário, mas retrata a condição de inoperância da usina... não há dúvida de que a determinação... faz com que a usina... deixe de servir de lastro para o atendimento de compromissos comerciais do Consórcio Candonga", afirmou Rufino.

Segundo relatório visto pela Reuters em janeiro, a usina recebeu 9,1 milhões de metros cúbicos de rejeitos e lama após o rompimento da barragem de Fundão, da Samarco, uma mineradora que tem como sócias a própria Vale e a BHP Billiton.

Cemig e Vale disseram à Aneel que, mesmo que não houvesse a lama no reservatório, a retomada da geração na usina está proibida por decisão judicial.

A decisão, em ação civil pública, define que a usina deverá ficar vazia para comportar eventual fluxo de rejeitos no caso de novo rompimento de barragem no Rio Doce; a decisão é válida por período de seis meses após a recomposição do nível de segurança em Fundão.

Não ficou claro na decisão os valores que terão de ser desembolsados para a compra de energia.

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