Compradores de milho de MT pressionam por queda acentuada no preço em junho

quarta-feira, 1 de junho de 2016 17:15 BRT
 

Por Gustavo Bonato

SÃO PAULO (Reuters) - Produtores de milho de Mato Grosso serão pressionados a aceitar uma queda acentuada nos preços do grão quando começarem a comercializar a nova safra no mercado físico em junho, mês em que a colheita ganha ritmo no Estado líder na produção agrícola do país, disseram agentes do mercado.

Compradores estão indicando preços cerca de 40 por cento mais baixos ante os verificados nos poucos negócios registrados em maio, pico da entressafra no Estado, quando as cotações ainda estavam sustentadas por relatos sobre quebra de safra pela seca no Centro-Oeste.

As primeiras lavouras já estão sendo colhidas em algumas regiões, mas a colheita alcança menos de 1 por cento da área plantada no Estado, segundo o mais recente relatório do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Estas primeiras cargas estão sendo usadas para cumprir contratos firmados antecipadamente, e praticamente ainda não há grãos sendo negociados na pronta entrega. A expectativa é de que o mercado local esteja melhor abastecido a partir do fim deste mês, com o avanço dos trabalhos de colheita, destravando novos negócios.

"A partir de 15 a 20 de junho, o mercado interno vai cair", disse um executivo comercial de uma trading internacional com escritório em Sinop, no médio-norte de Mato Grosso.

Segundo ele, houve negócios com milho no mercado à vista a 33 reais por saca naquela região em maio. Para o fim de junho, a ideia é oferecer negócios a 20 reais a saca, revelou, na condição de anonimato.

Além da previsão de maior oferta de grãos, os preços obtidos pelas tradings nos portos, para exportação, não permitem oferecer cotações maiores nas regiões de origem.

No município de Nova Mutum, também no médio-norte de Mato Grosso, a situação é semelhante.   Continuação...