Hidrelétrica de Jirau exigirá aportes dos acionistas até setembro, diz CEO

segunda-feira, 6 de junho de 2016 14:11 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A hidrelétrica de Jirau, que já está em operação mas segue em obras no rio Madeira, em Rondônia, exigirá aportes de recursos dos acionistas ao menos até setembro deste ano, afirmou nesta segunda-feira o presidente do grupo responsável pelo empreendimento.

A Energia Sustentável do Brasil (ESBR), que tem como sócios a francesa Engie, além de Chesf e Eletrosul, subsidiárias da Eletrobras, e a japonesa Mitsui, deverá investir mais 600 milhões de reais na usina neste ano, afirmou o presidente do grupo, Victor Paranhos.

Ele não quis detalhar quanto desse montante precisará ser aportado pelos sócios.

"O grande problema é que os acionistas de Jirau estão fazendo um grande esforço para estar com a obra em dia e de pé. Não tenho fluxo de caixa para suportar a demanda por recursos. Só começo a gerar caixa para não ter mais aporte a partir de setembro", disse Paranhos a jornalistas, nos bastidores de evento da Engie no Rio de Janeiro.

O executivo destacou que a necessidade de injetar mais dinheiro no empreendimento não deverá levar a mudanças no grupo de acionistas de Jirau.

"Apesar disso, não tem sócio querendo pular fora", disse.

A hidrelétrica possui atualmente 42 máquinas em operação comercial e uma em fase de testes, de um total de 50 turbinas, que somarão cerca de 3,7 gigawatts em capacidade.

Segundo Paranhos, todas máquinas deverão estar em funcionamento até novembro deste ano.

(Por Rodrigo Viga Gaier)