Porto de Açu é inaugurado sem a presença de seu idealizador, Eike Batista

quarta-feira, 8 de junho de 2016 17:51 BRT
 

Por Jeb Blount

SÃO JOÃO DA BARRA, Brasil (Reuters) - O lançamento esta semana do Porto do Açu, propriedade da Prumo Logística, avaliado em 3,7 bilhões de dólares e considerado o maior da América Latina em área, marcou o renascimento de um centro de logística brasileiro que muitos consideravam condenado quando o império do bilionário Eike Batista entrou em colapso.

Os mais de 25 km de docas, píeres e quebra-mares é muito necessário para reduzir o gargalo de infraestrutura da maior economia da América Latina.

O complexo industrial do tamanho de Manhattan instalado no nordeste do Rio de Janeiro, que abriu oficialmente na terça-feira, permanece distante dos planos esboçados por Eike Batista antes de seu império industrial EBX, avaliado em 60 bilhões de dólares, desaparecer quase do dia para noite em 2013.

Embora Eike tenha visualizado um centro de estaleiros, usinas de aço e fábricas de carros elétricos, boa parte do complexo gigante permanece uma tranquila área de dunas e pântanos povoada por pássaros.

Eike cedeu o controle de Açu três anos atrás para a EIG Energy Partners, sediada em Washington, em troca da promessa de investimentos de 562 milhões de dólares no porto inacabado.

"Açu está indo bem porque o porto foi baseado em ideias sólidas", disse José Magela, presidente-executivo da Prumo, empresa controlada pela EIG, com participação de 74 por cento.

Até o momento, Açu têm sido mais atrativo para o setor de petróleo. A cerca de 240 km ao nordeste do Rio de Janeiro, o porto está perto de águas responsáveis por 80 por cento da produção de petróleo do Brasil. O setor petroleiro corresponde a mais de 10 por cento do Produto Interno do Bruto do país.

Na terça-feira, a Prumo abriu o primeiro terminal independente de petróleo em parceria com a alemã Oiltanking GmbH.   Continuação...

 
Vista do Porto Açu em São João da Barra, no Rio de Janeiro 7/06/2016.  REUTERS/Ricardo Moraes