Usiminas quer contrato de longo prazo por placas para usina de Cubatão

quinta-feira, 9 de junho de 2016 19:25 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente-executivo da Usiminas, Sergio Leite, disse nesta quinta-feira que a siderúrgica está interessada em negociar um contrato de longo prazo para fornecimento de placas para a usina da companhia em Cubatão.

A empresa está negociando a compra de aço com a CSA, da Thyssenkrupp. Mais cedo neste ano, a Usiminas decidiu parar de produzir aço bruto em Cubatão (SP), como parte dos esforços para adequar a produção e os custos à fraca demanda do mercado interno.

Leite estimou sem dar detalhes que a retomada da produção de aço na unidade de Cubatão deve acontecer em algum momento nos próximos cinco anos, mas que para isso a Usiminas terá que fazer investimentos.

A forte recessão econômica do país, a queda dos preços mundiais do aço devido ao excesso de oferta, o elevado endividamento e uma feroz disputa societária têm feito a Usiminas enfrentar uma das maiores crises de sua história.

Uma das medidas para tentar reverter esse quadro, o aumento de capital de 1 bilhão de reais deve ser concluído em 30 dias, disse Leite a jornalistas durante o Congresso Brasileiro do Aço. A operação é considerada essencial para evitar que a maior produtora de aços planos do Brasil seja forçada a pedir recuperação judicial diante de frágil situação financeira.

Apesar do quadro, o executivo disse que "um pedido de recuperação por parte da companhia está descartado". Ele também negou que haja negociações para divisão de ativos da Usiminas entre os principais sócios, a japonesa Nippon Steel e Ternium, como veiculado recentemente pela mídia.

Leite assumiu o comando da Usiminas em 25 maio, em eleição contestada pela Nippon, mas com apoio do grupo Techint. Ambos os grupos, que no papel dividem o controle da Usiminas, travam há meses disputa em diversas esferas, incluindo judicial, pelo comando da siderúrgica brasileira.

Segundo fonte próxima da Nippon Steel, uma mudança no comando da siderúrgica ocorrida durante negociação da empresa com bancos para reestruturar dívida de cerca de 7,5 bilhões de reais causou atrasos nas discussões, diante de incertezas de algumas instituições financeiras sobre o comando da companhia.

Porém, a fonte disse que a reestruturação deve ser concluída até o fim do prazo de 120 dias dado por credores para suspensão das obrigações financeiras da Usiminas, em meados de julho.   Continuação...