BRF avalia investimento na Namíbia, diz presidente do Conselho

sexta-feira, 10 de junho de 2016 16:53 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente do Conselho de Administração da empresa de alimentos BRF, Abilio Diniz, disse nesta sexta-feira que a companhia avalia investimento na Namíbia, sem dar detalhes sobre o tipo de investimento.

"Na segunda-feira vou à Namíbia (...) Vamos ver a oferta da Namíbia para estreitarmos relacionamento", afirmou, durante evento promovido pelo Consulado de Portugal, elogiando os relacionamentos que o país mantém no continente e sua estabilidade política.

O último relatório anual da BRF diz que a companhia passou 2015 reformulando sua estratégia para o continente africano, onde identificou "várias oportunidades de mercado na atrativa e acessível categoria de processados, impulsionadas principalmente pelos segmentos de salsichas, mortadelas e margarinas". A companhia tem atuado no continente por meio de exportações para distribuidores locais.

A BRF até recentemente considerava a África como uma região de negócios junto com o Oriente Médio. A companhia tem atuado no continente via exportações e mantém um escritório comercial na África do Sul.

Os comentários de Diniz foram feitos no mesmo dia em que a União Europeia assinou um acordo de comércio com a Namíbia e mais cinco países africanos, dando acesso ilimitado ao bloco econômico.

O pacto, conhecido como Acordo de Parceria Econômica (EPA, na sigla em inglês), foi assinado pela comissária de Comércio da UE, Cecilia Malmström, com ministros de Comércio de Botswana, Lesoto, Moçambique, Suazilândia, África do Sul e Namíbia.

No mesmo evento, Diniz comentou que a empresa enfrenta dificuldades em Angola, um dos principais parceiros comerciais do Brasil na África. Segundo o empresário, "o país está passando por dificuldades, temos uma grande quantidade de pagamentos a receber, mas estão bloqueados". Ele não deu mais detalhes e chegou a comentar que Angola está "dando default".

Procurada, a BRF afirmou que "não existem bloqueios nos pagamentos oriundos das vendas realizadas a Angola e que todos os valores estão sendo disponibilizados pelos seus clientes."

"Importante ressaltar que Angola não está em default, ainda que existam algumas restrições à retirada de dinheiro do país. Os negócios da BRF em Angola são feitos apenas com empresas privadas, sem nenhuma venda ao governo", afirmou a empresa, que atua no país via exportações de produtos in natura e processados como mortadela, salsicha e empanados produzidos no Brasil.   Continuação...