ENTREVISTA-Corretoras querem aval do BC para oferta de mais serviços financeiros

sexta-feira, 10 de junho de 2016 17:10 BRT
 

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - A Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, Câmbio e Mercadorias (Ancord) está discutindo com o Banco Central iniciativas para estimular o setor de intermediação financeira, conforme o mercado de capitais brasileiro sofre com o quadro macroeconômico adverso.

"São medidas de dinamização do setor de intermediação, para uma maior eficiência tributária, um maior escopo de atuação", afirmou à Reuters o presidente do Conselho de Administração da Ancord, Caio Villares, acrescentando que se reunirá com representantes do BC na próxima semana, no segundo encontro sobre o tema.

Uma das eventuais iniciativas no sentido de ampliar a oferta de produtos seria permitir ao setor atuar em meios de pagamentos fechados, disse ele. Isso possibilitaria, por exemplo, o pagamento de faturas de cartões de crédito ou guias como Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf) através de corretoras.

A Ancord representa empresas que atuam nos mercados financeiro e de capitais, bem como agentes autônomos de investimento, com cerca de 90 instituições e 120 agentes entre os associados.

Procurado, o BC informou que não comentaria o assunto.

Além das conversas com o BC, a Ancord vem realizando consultas e discussões com a BM&FBovespa em busca de garantias e ou acordos para que não ocorra uma majoração dos preços de serviços e produtos após a bolsa comprar a central depositária de títulos privados Cetip.

"Há preocupações naturais de que haja incremento de custo", afirmou Villares na tarde de quinta-feira.

O mercado de capitais brasileiro tem sofrido nos últimos anos, diante da fraqueza econômica e do baixo nível de investimentos no país.   Continuação...