BNP Paribas aposta em volta do investidor estrangeiro para crescer em custódia no Brasil

sexta-feira, 10 de junho de 2016 18:04 BRT
 

Por Aluisio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - Investidores estrangeiros estão se posicionando para voltar com força ao país por enxergarem sinais de melhora da economia, o que deve contribuir para impulsionar as atividades de custódia do BNP Paribas no Brasil, disseram executivos do banco.

"O Brasil está se abrindo, há investidores estrangeiros considerando aproveitar a melhora da economia do país", disse à Reuters o chefe de Serviços de Ativos do BNP Paribas no país, Andrea Cattaneo.

Com um total de 4,83 trilhões de reais em ativos no fim de abril, segundo dados da Anbima, o mercado de custódia de ativos é bastante concentrado no Brasil, com mais de três quartos do total nas mãos de Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e Citi. Em décimo primeiro no ranking, o BNP Paribas tinha 46 bilhões de reais em custódia.

Embora seja comparativamente pequeno em relação aos maiores do mercado, o montante atual dá ao BNP Paribas uma receita cinco vezes superior à de 2010, quando o conglomerado francês elegeu o segmento como um de seus focos globais de crescimento.

Desde então, o grupo vem buscando custodiar os papéis de todos os clientes atendidos pelas diversas áreas do banco. A iniciativa vai na contramão da prática majoritária do mercado, já que as grandes instituições financeiras muitas vezes preferem subcontratar custodiantes de bancos rivais.

A iniciativa parece ter dado resultado, uma vez que cerca de 90 por cento dos ativos de clientes do BNP Paribas são custodiados internamente.

O movimento faz parte dos esforços do grupo para ampliar a participação de serviços nas receitas totais, contribuindo para diminuir as exigências de capital, à medida que as instituições financeiras no mundo todo se alinham às regras de Basileia III.

O BNP Paribas é o quinto maior custodiante global, com cerca de 10 trilhões de dólares. No Brasil, eleito como um dos 26 mercados prioritários, a meta do BNP Paribas é de que as receitas com custódia dobrem até 2020.   Continuação...