Projeções para inflação e juros básicos neste ano sobem

segunda-feira, 13 de junho de 2016 09:37 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - As expectativas para a inflação e para a taxa básica de juros neste ano subiram depois que Ilan Goldfajn foi aprovado no Senado para assumir a presidência do Banco Central, enquanto a projeção para o dólar caiu, conforme apontou a pesquisa Focus da autoridade monetária nesta segunda-feira.

Para a alta do IPCA, a mediana das projeções para este ano subiu 0,07 ponto percentual e aponta agora 7,19 por cento, estourando o teto da meta do governo, de 4,5 por cento com tolerância de 2 pontos percentuais.

Em maio o IPCA acelerou a alta a 0,78 por cento, maior nível para o mês desde 2008, voltando a ganhar força no acumulado em 12 meses ao atingir 9,32 por cento.

A projeção para a inflação em 2017, por sua vez, permaneceu em 5,50 por cento pela quarta semana seguida, dentro da meta para o ano que vem, que é de 4,5 por cento com tolerância de 1,5 ponto.

A nomeação de Ilan como presidente do BC foi publicada na semana passada no Diário Oficial da União e a transmissão do cargo acontece nesta segunda-feira. No Senado, ele afirmou que o objetivo da autoridade monetária será o de cumprir plenamente a meta de inflação "mirando o seu ponto central".

Ele também afirmou que haverá "respeito ao regime de câmbio flutuante", o que levou operadores a apostarem que o BC deve ser menos propenso a intervir no câmbio.

Diante disso, as estimativas para o dólar caíram a 3,65 reais e 3,81 reais para 2016 e 2017 respectivamente, contra 3,68 e 3,85 reais na semana anterior.

O levantamento com uma centena de economistas mostrou ainda que a Selic deve terminar 2016 a 13,00 por cento, contra 12,88 por cento antes. Para o ano que vem, os especialistas consultados ainda veem a taxa a 11,25 por cento.

O Top 5 --grupo que mais acerta as projeções no Focus-- ainda vê os juros mais altos do que o Focus em geral mostra neste ano, mantendo a previsão de Selic a 13,75 por cento. Entretanto, para 2017, alinhou-se à expectativa geral ao reduzir sua projeção a 11,25 por cento, de 12,25 por cento antes.   Continuação...

 
Sede do Banco Central do Brasil, em Brasília
23/09/2015 REUTERS/Ueslei Marcelino