Energisa quer rever limite de alavancagem por deterioração da economia

quarta-feira, 15 de junho de 2016 09:42 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A holding Energisa, que controla 13 distribuidoras de energia elétrica no Brasil, apresentou nesta quarta-feira proposta para renegociar junto a debenturistas os índices financeiros a serem cumpridos pela companhia, incluindo o nível de endividamento.

Segundo a companhia, a renegociação deve-se "à deterioração da economia brasileira, com potenciais efeitos sobre o consumo de energia elétrica", que cria incertezas para a geração de caixa do grupo.

A proposta é válida para debenturistas da 1ª à 6ª séries da sétima emissão privada da companhia.

O grupo propõe novo limite para a relação entre dívida líquida e lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado, de 4,5 vezes, entre o segundo e terceiro trimestres de 2016, ante patamar máximo de 3,5 vezes acertado com os credores anteriormente.

A Energia pede que o indicador possa atingir até 4,2 vezes entre o quatro trimestre de 2016 e o primeiro trimestre de 2017, e 4 vezes entre o primeiro e o segundo trimestres de 2017. Entre o quatro trimestre de 2017 e o primeiro trimestre de 2018, o limite seria uma relação de 3,8 vezes entre dívida líquida e Ebitda ajustado.

A proposta também inclui revisão dos limites para a relação entre o Ebitda ajustado e as despesas financeiras líquidas no período entre o segundo trimestre de 2016 e o primeiro trimestre de 2018.

"A administração da companhia está convicta de que tem plenas condições de cumprir com as obrigações financeiras contratadas, e que essa adequação se trata de uma ação importante para que possa fazer frente ao expressivo programa de investimentos", afirmou a Energisa no comunicado.

(Por Luciano Costa)