15 de Junho de 2016 / às 20:58 / em um ano

Dólar fecha em queda ante real após Fed adotar postura cautelosa

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em queda ante o real nesta quarta-feira ao fim de uma sessão volátil, após o Federal Reserve, banco central norte-americano, sinalizar postura mais cautelosa sobre quando pretende voltar a elevar os juros.

O dólar recuou 0,39 por cento, a 3,4665 reais na venda. A moeda norte-americana chegou a 3,5019 reais na máxima da sessão, após a divulgação de delação premiada citando o presidente interino Michel Temer, e recuou a 3,4455 reais na mínima do dia.

O dólar futuro recuava cerca de 0,5 por cento no final da tarde.

"O tom (do Fed) foi bastante 'dovish', bastante cauteloso. Não há por que esperar aumento de juros tão cedo", disse o operador da corretora Spinelli José Carlos Amado.

O Fed confirmou as expectativas de analistas e manteve os juros nesta quarta-feira, mas passou a projetar crescimento econômico mais baixo do que na projeção anterior. Além disso, indicou que vai ser menos agressivo ao elevar os juros após o fim deste ano.

Após a divulgação do comunicado, Yellen manteve o tom cauteloso em entrevista coletiva, afirmando que autoridades do banco central estão "muito incertas" sobre a trajetória de longo prazo dos juros.

Uma trajetória mais gradual de aumentos de juros nos EUA tende a favorecer ativos emergentes, que oferecem rendimentos financeiros mais elevados.

Antes da decisão do Fed, o dólar já vinha tendo uma sessão de volatilidade diante do cenário interno. A moeda chegou a subir 0,63 por cento após a divulgação de que o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado afirmou, em delação premiada, que Temer teria pedido recursos ilícitos para campanha de Grabriel Chalita (PMDB) à prefeitura de São Paulo.

A moeda norte-americana reduziu os ganhos pouco depois, porém, quando ficou aparente que parte das denúncias já eram conhecidas.

"O mercado viu a manchete e comprou com tudo, com medo de o caos político voltar. Quando viu que boa parte da notícia já era conhecida, teve que dar alguns passos para trás", afirmou o operador de um importante banco nacional.

Por outro lado, o plano do governo de colocar prazo de 20 anos na proposta que limita o aumento dos gastos públicos, maior do que o sugerido por notícias recentes, foi recebido de forma mais calorosa nas mesas de câmbio, o que levou o dólar às mínimas do dia.

O plano determina que, por esse período, o crescimento anual dos gastos públicos seja limitado à inflação do exercício anterior.

"(O limite do crescimento do gasto) é uma medida boa, melhor do que parecia. Agora é preciso ver como o Congresso vai lidar com isso", disse o operador da corretora Renascença Thiago Castellan Castro.

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