Aneel aprova redução de 12,87% na tarifa da Copel; Energisa MG tem alta de 2,16%

terça-feira, 21 de junho de 2016 11:47 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira a aplicação de redução média de 12,87 por cento nas tarifas da paranaense Copel Distribuição, no âmbito do processo de revisão tarifária da empresa.

Para os consumidores de alta tensão, como as indústrias, a queda nas tarifas ficou em 11,61 por cento, em média, enquanto os de baixa tensão, como as residências, pagarão em média 13,83 por cento a menos. As novas tarifas entram em vigor no dia 24 de junho. A Copel distribui energia a cerca de 4,5 milhões de clientes em 393 municípios do Paraná.

Segundo o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, a redução de tarifas decorre do menor peso de componentes financeiros nas tarifa em relação a 2015.

Além da Copel, a Aneel também votou nesta terça as revisões tarifárias de três distribuidoras do grupo Energisa.

Para a Energisa Nova Friburgo, a agência autorizou aumento médio de 8,86 por cento, a entrar em vigor a partir de 22 de junho. Os consumidores residenciais da empresa terão reajuste médio de 6,69 por cento em suas tarifas, enquanto os de alta tensão, como as indústrias, pagarão 17 por cento a mais. A empresa atende cerca de 98 mil clientes no município de Nova Friburgo (RJ).

No caso da Energisa Minas Gerais, que atende cerca de 415 mil clientes no interior de Minas, a Aneel autorizou uma alta média de 2,16 por cento, sendo 3,86 por cento para clientes de alta tensão, como as indústrias, e 1,68 por cento para os de baixa tensão, como as residências. As novas tarifas também entram em vigor na quarta-feira.

Outra empresa da Energisa, a Companhia Força e Luz do Oeste (CFLO) terá redução média de 16,48 por cento nas tarifas. Os consumidores de alta tensão pagarão 20,09 por cento a menos e os de baixa tensão terão desconto de 13,84 por cento.

As novas tarifas da CFLO, que atende 51 mil clientes no interior do Paraná, entram em vigor em 29 de junho.

(Por Leonardo Goy)