Governo marca leilão da distribuidora Celg-D; valor mínimo fica em R$2,8 bi

sexta-feira, 24 de junho de 2016 17:47 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O edital de desestatização da distribuidora de energia goiana Celg-D, publicado nesta sexta-feira, estabeleceu um valor mínimo de 2,8 bilhões de reais para o leilão previsto para ocorrer em 19 de agosto, na BM&FBovespa, informou o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), um dos responsáveis pelo certame.

A Celg-D é controlada pela Eletrobras, que detém 50,93 por cento do seu capital social, e pelo governo de Goiás, que possui, via CelgPar, 49 por cento do capital da empresa.

O governo manteve o lance mínimo estabelecido anteriormente em cerca de 2,8 bilhões de reais pela Celg-D --que tem dívidas que, se assumidas pelo comprador, elevariam o montante do negócio para 5,2 bilhões de reais.

O valor mínimo, estabelecido ainda no governo da presidente afastada Dilma Rousseff, foi considerado elevado pelos investidores, ainda que a Celg-D seja vista como um bom ativo.

Uma fonte próxima das negociações avaliou que a Celg-D deverá ser leiloada pelo preço mínimo, considerando o momento difícil da economia brasileira e o grande número de ativos de distribuição em oferta no país.

"Mas o importante é testar o mercado, porque não fazer (o leilão) seria muito ruim", afirmou a fonte, que pediu para não ser identificada.

Entre as empresas que demonstraram interesse estão Neoenergia , Energisa , CPFL, State Grid e Equatorial EQTL3.SA, segundo a fonte.

"São cinco empresas interessadas, e é uma quantidade interessante para um leilão de uma distribuidora. Não espero ágio não, até pelo momento que nós vivemos."

A Celg-D é responsável pelo atendimento de 237 municípios do Estado de Goiás, o que corresponde a mais de 98,7 por cento do território goiano, atendendo a 2,61 milhões de unidades consumidoras.   Continuação...