Escócia inicia batalha para permanecer na UE e pode pedir independência, diz premiê

sábado, 25 de junho de 2016 11:06 BRT
 

EDIMBURGO (Reuters) - O governo escocês iniciará medidas para proteger a sua filiação à União Europeia (UE) e se preparará para possivelmente realizar novo referendo sobre a independência em relação ao Reino Unido, depois de os britânicos terem votado pela do bloco, disse neste sábado a primeira-ministra, Nicola Sturgeon.

"Estamos determinados em agir decisivamente de forma a criar unidade em toda a Escócia", disse Sturgeon, acrescentando que pode solicitar o novo referendo para a independência do Reino Unido.

Em 2014, em referendo, a independência escocesa foi derrotada por 55 por cento a 45 por cento, e na época a votação foi considerada um veredicto decisivo para toda uma geração. Desde então o apoio à independência não mudou significativamente, de acordo com pesquisas.

Na quinta-feira, o Reino Unido como um todo votou pela saída da UE, mas 62 por cento dos escoceses escolheram a permanência. O Partido Nacional Escocês (SNP, na sigla em inglês) argumenta que muitas pessoas optaram por permanecer no Reino Unido em 2014 por acreditar que era a única forma de continuar no bloco europeu.

O SNP diz que o resultado modifica a percepção quanto à independência, já que muitos escoceses podem reavaliar suas escolhas de 2014. Sturgeon afirmou na sexta-feira que um novo referendo é "altamente provável".

Após se encontrar neste sábado com ministros do governo, Sturgeon afirmou que a Escócia não permitirá que sua filiação da UE seja retirada sem explorar todas as possibilidades e que buscará apoio interno e externo para mantê-la.

"Vamos buscar entrar imediatamente em discussões com instituições da UE e com outros membros do bloco para explorar todas as opções possíveis para proteger a posição escocesa na UE", afirmou Sturgeon, falando do lado de fora de sua residência oficial.

Ela reiterou que pode haver uma votação pela independência.

"Um segundo referendo pela independência é claramente uma opção que deve estar na mesa, e está muito na mesa", disse.

Ela também criará um painel de especialistas para aconselhar o governo escocês sobre temas legais, financeiros e diplomáticos referentes à filiação à UE.