Expansão do PIB dos EUA no 1º tri é revisada para 1,1%

terça-feira, 28 de junho de 2016 10:18 BRT
 

WASHINGTON (Reuters) - O crescimento econômico dos Estados Unidos desacelerou no primeiro trimestre, mas não com tanta força como estimado anteriormente, com ganhos nas exportações e investimentos em software compensando parcialmente a fraqueza nos gastos do consumidor.

O Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu à taxa anual de 1,1 por cento, contra 0,8 por cento divulgado no mês passado, divulgou o Departamento do Comércio nesta terça-feira em sua terceira estimativa do PIB.

Com isso, o crescimento do PIB do primeiro trimestre foi revisado para cima em 0,6 ponto percentual desde a estimativa de abril. A economia cresceu a uma taxa de 1,4 por cento no quarto trimestre. Economistas consultados pela Reuters esperavam revisão para expansão de 1,0 por cento.

Há sinais de que a economia retomou força no segundo trimestre, com as vendas no varejo e de moradias aumentando tanto em abril como em maio, apesar de os gastos empresariais continuarem fracos e o crescimento do emprego ter diminuído.

A chair do Federal Reserve, banco central norte-americano, Janet Yellen, disse a parlamentares na semana passada que os dados apontam para "uma notável aceleração" no crescimento do PIB no segundo trimestre. O Federal Reserve de Atlanta estima atualmente alta do PIB no segundo timestre a uma taxa de 2,6 por cento.

Quando medida pelo lado da renda, a economia cresceu a uma taxa de 2,9 por cento no primeiro trimestre e não no ritmo de 2,2 por cento divulgado anteriormente, refletindo uma revisão para cima nos lucros corporativos.

O crescimento econômico no primeiro trimestre foi contido pelo dólar forte e pela demanda global fraca, o que afetou as exportações. A produção também foi prejudicada pelos esforços das empresas para reduzir os estoques, pressionada também pelos preços mais baixos do petróleo, o que provocou fortes cortes de gastos em equipamentos.

No primeiro trimestre, os gastos da empresas em software, pesquisa e desenvolvimento foram revisados para uma alta de 4,4 por cento em vez de queda de 0,1 por cento. Os gastos das empresas em equipamentos caíram a uma taxa de 8,7 por cento contra 9,0 por cento divulgado no mês passado.

O crescimento das exportações foi revisado para uma taxa de 0,3 por cento em vez da contração de 2,0 por cento informada antes. Com as importações fracas, isso resultou em um déficit comercial menor, que acrescentou 0,12 ponto percentual à expansão do PIB.

O aumento nos gastos do consumidor, que respondem por mais de dois terços da atividade econômica dos EUA, foi revisada para 1,5 por cento de 1,9 por cento. A revisão para baixo refletiu gastos fracos em serviços como transportes e recreação.

(Reportagem de Lucia Mutikani)