China vai tolerar iuan mais fraco, ciente de reação de parceiros comerciais, dizem fontes

quinta-feira, 30 de junho de 2016 10:12 BRT
 

Por Kevin Yao e Nathaniel Taplin e Lu Jianxin

PEQUIM/XANGAI (Reuters) - O banco central da China está disposto a deixar o iuan cair para 6,8 por dólar em 2016 para sustentar a economia, o que igualaria a queda recorde da moeda no ano passado de 4,5 por cento, disseram fontes.

O iuan já está sendo negociado no seu menor nível em mais de cinco anos, então o banco central vai buscar garantir um declínio gradual por temor de provocar saída de capital e críticas de parceiros comerciais como os Estado Unidos, disseram economistas e conselheiros do governo envolvidos nas discussões regulares.

Os investidores ficam atentos quando o iuan está em queda. Uma desvalorização inesperada do iuan em agosto passado agitou os mercados globais devido a preocupações de que segunda maior economia do mundo estava em pior situação do que Pequim havia divulgado, provocando forte saída de capital uma vez que investidores buscaram ativos seguros no exterior.

"O banco central quer ver a depreciação do iuan, desde que as expectativas de depreciação estejam sob controle", disse um economista do governo, que pediu anonimato. "O referendo britânico foi um grande choque. A volatilidade do mercado pode durar por algum tempo."

A moeda chegou a cair 6,6549 por dólar após a matéria da Reuters, perto da mínima intradia de cinco anos e meio alcançada na segunda-feira. Havia a suspeita de que bancos estatais estariam intervindo para vender dólares, disseram operadores de câmbio.

Após a matéria, o banco central da China afirmou que o país não tem a intenção de promover a competitividade comercial através da depreciação do iuan, declaração que vem sendo repetida pelo primeiro-ministro chinês, Li Keqiang.

Sem citar nenhuma mídia pelo nome, o Banco do Povo da China disse em seu site que alguns veículos publicaram continuamente "informações incorretas" sobre a taxa de câmbio do iuan. Essas reportagens interrompem a operação normal do mercado e ajudam "forças especulativas" a apostar contra o iuan.