Oi vai discutir com credores estratégias para dívida na próxima semana, diz CEO

quinta-feira, 30 de junho de 2016 11:39 BRT
 

Por Alberto Alerigi Jr.

SÃO PAULO (Reuters) - O grupo de telecomunicações Oi pretende se reunir com detentores de bônus e bancos credores na próxima semana para voltar a discutir estratégias para equacionamento de sua dívida, após o pedido de recuperação judicial da companhia aceito na quarta-feira pela Justiça do Rio de Janeiro, afirmou o presidente-executivo da empresa, Marco Schroeder.

Segundo ele, entre as alternativas que a empresa levará aos credores enquanto inicia a preparação do plano de recuperação judicial a ser apresentado à Justiça nos próximos 60 dias estão propostas de corte no valor principal da dívida (haircut), alongamento de prazos e conversão de parte dos débitos em ações do grupo.

Ele não forneceu detalhes sobre os termos de reestruturação de dívida que a Oi pretende levar para discussão com os credores.

Venda de ativos no Brasil por ora está descartada, diante da complementariedade das operações de telefonia fixa, móvel e banda larga da empresa. Porém, a opção de venda dos ativos africanos estará incluída no plano de recuperação, afirmou Schroeder à Reuters por telefone nesta quinta-feira.

"Não acredito em venda de ativo aqui no Brasil porque são integrados. Talvez os ativos no exterior porque continuamos com operações na África e em Timor (Leste). Tem alguns interessados. O plano deve contemplar possivelmente a venda desses ativos", disse Schroeder.

Nesta quinta-feira, a agência de notícias Lusa publicou que o empresário timorense Nilton Gusmão está perto de fechar a compra dos ativos da Oi em Timor Leste, e citou fontes afirmando que a operação rondaria os 45 milhões de dólares, incluindo 25 milhões de dólares em dívida.

Schroeder disse que há interessados nos ativos em Timor Leste, sem entrar em detalhes.

No caso da Unitel, o presidente da Oi lembrou que há um processo de arbitragem em Paris envolvendo pagamentos de dividendos da empresa angolana para a Oi, que possui 25 por cento da companhia africana.   Continuação...