PF cumpre mandados contra Eldorado Celulose e prende doleiro ligado a Cunha

sexta-feira, 1 de julho de 2016 14:43 BRT
 

(Reuters) - A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira operação no âmbito da Lava Jato para cumprir um mandado de prisão preventiva e 19 de busca e apreensão, tendo entre os alvos a Eldorado Celulose, do mesmo grupo que controla a JBS, e um doleiro ligado ao presidente afastado da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

A Eldorado é controlada pela holding de empresas da família Batista, a J&F, que também controla a processadora de carne JBS. A JBS informou em comunicado que não é alvo da operação das autoridades.

Diversas reportagens tinham dito mais cedo nesta sexta que a JBS estaria entre os alvos da ação. A Eldorado confirmou por meio de nota que a PF realizou busca e apreensão nas dependências da empresa em São Paulo, mas informou desconhecer o objetivo da operação.

"A Eldorado sempre atuou de forma transparente e todas as suas atividades são realizadas dentro da legalidade. A companhia se mantém à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos adicionais", informou a companhia, acrescentando que prestou todas as informações solicitadas.

A operação, chamada Sépsis, foi deflagrada a pedido da Procuradoria-Geral da República e autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, relator na corte das ações decorrentes da Lava Jato, de acordo com a PGR.

Os mandados judiciais foram expedidos para os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco, além do Distrito Federal. A PGR não divulgou os nomes dos envolvidos.

Segundo reportagens, a PF cumpriu mandado de busca e apreensão na casa do presidente da holding J&F, Joesley Batista, e também prendeu o doleiro Lúcio Funaro, ligado ao deputado suspenso Eduardo Cunha, que é réu da Lava Jato no STF.

A operação também cumpriu um mandado de busca e apreensão envolvendo o empresário Henrique Constantino, vice-presidente do Conselho de Administração da Gol Linhas Aéreas e um dos diretores da empresa de transportes de ônibus Via Rondon.

Em nota, a Via Rondon informou que o empresário foi procurado pelo Ministério Público Federal para apresentar documentação referente a empréstimo tomado junto ao fundo de investimento do FGTS, e que a ação das autoridades "não possui qualquer relação com outras empresas da família Constantino".   Continuação...

 
Carro da Polícia Federal no Rio de Janeiro. 28/07/2015 REUTERS/Sergio Moraes