Fusões e aquisições devem ganhar tração com redução de turbulência política

sexta-feira, 1 de julho de 2016 15:38 BRT
 

Por Guillermo Parra-Bernal e Tatiana Bautzer

SÃO PAULO (Reuters) - O valor de fusões e aquisições no Brasil no segundo trimestre teve o maior aumento em mais de um ano, impulsionado por otimismo envolvendo redução nas tensões políticas e econômicas que atraiu investidores de volta ao país.

Companhias anunciaram 9,591 bilhões de dólares em transações no trimestre até 30 de junho, segundo dados da Thomson Reuters. Esse valor é mais que o dobro do total do primeiro trimestre, quando as tensões em torno do impeachment da presidente Dilma Rousseff mantiveram compradores fora do mercado.

Com as expectativas de que o Senado confirme o impeachment da presidente Dilma em agosto, encerrando meses de incertezas sobre a continuidade de seu governo, executivos de bancos e advogados afirmam que as companhias estão retomando a busca por alvos de aquisição.

Fundos soberanos e empresas de investimentos em participações estão contando que o governo do presidente interino Michel Temer elimine políticas intervencionistas do governo anterior, algo que alguns investidores culpam por levar o Brasil à recessão.

Além da redução das turbulências políticas, a redução nos preços dos ativos nos últimos meses tornou empresas do país alvos mais atraentes para investidores, o que deve ajudar a movimentar os acordos de fusão e aquisição nos próximos meses.

"O sentimento negativo que resultou em adiamento de acordos no começo do ano praticamente desapareceu", disse Marco Gonçalves, encarregado pela área de fusões e aquisições do BTG Pactual, que lidera o ranking de assessorias de operações do tipo no país este ano.

"Sentimos que os anúncios (de negócios) estão finalmente ganhando impulso", acrescentou.

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