Arábia Saudita tem menor expansão em 3 anos no 1° tri; PIB pode estagnar no ano

domingo, 3 de julho de 2016 13:18 BRT
 

DUBAI (Reuters) - A economia da Arábia Saudita cresceu no menor ritmo em três anos durante o primeiro trimestre de 2016, conforme os baixos preços do petróleo forçaram o governo a cortar gastos e elevar custos para a indústria, apontaram dados oficiais neste domingo.

Alguns analistas disseram que os dados mostram o risco de o crescimento no maior exportador de petróleo do mundo desacelerar e encerrar próximo de zero neste ano, o que seria a pior performance desde a crise financeira global de 2009.

O Produto Interno Bruto (PIB) ajustado pela inflação cresceu 1,5 por cento ante um ano antes entre janeiro e março, abaixo de uma taxa revisada de crescimento de 1,8 por cento no quarto trimestre de 2015, apontou o órgão de estatísticas do país. Foi a menor expansão desde os 0,3 por cento registrados no primeiro trimestre de 2013.

O setor de petróleo cresceu 5,1 por cento no primeiro trimestre, conforme o maior exportador mundial ampliou sua produção e exportou mais produtos refinados.

Mas o setor não ligado ao petróleo contraiu 0,7 por cento, no pior desempenho em ao menos cinco anos. Isso pode ser fonte de preocupação para os formuladores de políticas sauditas, uma vez que o ambicioso plano de reformas do país para ajudar a economia a lidar com uma era de petróleo barato assume como premissa um rápido crescimento dos negócios não ligados ao petróleo.

Dentro dos negócios não ligados à commodity, o setor privado cresceu apenas 0,2 por cento no primeiro trimestre, enquanto o setor público encolheu 2,6 por cento, segundo os dados oficiais.

A fraqueza do setor não petroleiro deve-se parcialmente à força do primeiro trimestre de 2015-- em janeiro daquele ano, o Rei Salman concedeu a funcionários públicos dois meses extras de salário para marcar sua ascensão ao trono.

A economista-chefe do Abu Dhabi Commercial Bank, Monica Malik, disse que reviu sua projeção de crescimento do PIB saudita para o ano inteiro de 2016 para uma queda de 0,1 por cento, ante perspectiva anterior de alta de 0,5 por cento.

(Por Andrew Torchia)