Produção de petróleo do Brasil atinge maior volume do ano em maio, diz ANP

terça-feira, 5 de julho de 2016 19:08 BRT
 

Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A produção de petróleo no Brasil cresceu em maio pela segunda vez consecutiva ante o mês anterior, após registrar em março o seu pior nível em 21 meses, com o retorno de plataformas que estavam paradas para manutenção e novos poços no pré-sal, apontaram nesta terça-feira dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A produção média de petróleo em maio atingiu 2,487 milhões de barris por dia (bpd), maior média mensal do ano, com alta de 8,6 por cento ante o mês anterior e avanço de 3,1 por cento maior em relação a maio do ano passado.

A produção de gás natural, por sua vez, somou 99,8 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), alta de 4,2 por cento ante abril e avanço de 7,2 por cento em relação a maio de 2015.

Os campos operados pela Petrobras foram responsáveis por 94 por cento da produção de petróleo e gás natural no país.

Segundo cálculos da ANP, a produção da petroleira estatal brasileira em maio, como concessionária, somou 2,057 milhões de bpd, alta de 5,7 por cento ante o mês anterior e crescimento de 1,7 por cento ante o mesmo mês do ano passado.

Em nota publicada no mês passado, a petroleira informou que o crescimento da produção em maio deveu-se, principalmente, ao avanço da produção no pré-sal, com a entrada de novos poços conectados ao FPSO Cidade de Maricá, no campo de Lula, e ao retorno à operação de plataformas que estavam em parada programada e em manutenção corretiva em abril.

De acordo com a agência reguladora, a produção do pré-sal, oriunda de 56 poços, foi de 929 mil bpd e de 34,5 milhões de m³/d de gás natural, totalizando 1,146 milhão de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), alta de 15,2 por cento ante abril.

O campo que mais produziu petróleo em maio foi Lula, na Bacia de Santos com média de 439,4 mil barris por dia.

A anglo-holandesa Shell tornou-se recentemente a segunda maior produtora do Brasil, após a conclusão da compra da gigante britânica BG, em 15 de fevereiro. Em terceiro lugar está a Repsol Sinopec.