Setor privado e auxílio-desemprego destacam força do mercado de trabalho nos EUA

quinta-feira, 7 de julho de 2016 11:35 BRT
 

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON (Reuters) - Os empregadores do setor privado dos Estados Unidos criaram mais vagas do que o esperado em junho e menos norte-americanos entraram com pedidos de auxílio-desemprego na semana passada, sugerindo recuperação no crescimento do emprego após o fraco aumento de maio.

Os relatórios desta quinta-feira mostraram a força da economia e sustentaram avaliações de que os EUA vão resistir aos impactos da decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia (UE).

"O mercado de trabalho está apertado, há muita criação de vagas, as empresas estão mantendo as vagas, e o principal fator que contém o crescimento do emprego é incompatibilidade de habilidade entre os trabalhadores disponíveis e as necessidades dos empregadores", disse o economista-chefe do RDQ Economics, John Ryding.

O relatório da processadora de folhas de pagamento ADP mostrou que os empregadores privados contrataram 172 mil trabalhadores em junho, superando a expectativa do mercado de 159 mil. Em maio foram criadas 168 mil vagas.

Os dados da ADP foram divulgados antes do relatório de emprego do governo de junho, que é mais abrangente e será divulgado na sexta-feira.

Segundo pesquisa da Reuters, devem ter sido criadas 175 mil vagas de trabalho no mês passado. Em maio, foram abertas apenas 38 mil posições, menor aumento desde setembro de 2010.

A expectativa é de que a taxa de desemprego suba para 4,8 por cento ante a mínima de oito anos e meio, de 4,7 por cento em maio.

O relatório fraco de empregos em maio e o referendo que estava para acontecer sobre a permanência do Reino Unido na UE levaram o Federal Reserve a manter a taxa de juros no mês passado. Mesmo que a criação de vagas se recupere em junho, economistas dizem que a decisão britânica de sair da UE torna improvável que o banco central dos EUA eleve os juros antes do final do ano.

Em relatório separado, o Departamento do Trabalho informou que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 16 mil, para 254 mil na semana encerrada em 2 de julho, segundo dados ajustados sazonalmente.

A queda deixou os pedidos perto da mínima de 43 anos, de 248 mil, atingida em meados de abril. Economistas consultados pela Reuters esperavam elevação para 270 mil.