Restrição de crédito e temor de desemprego reduzem número de famílias endividadas em SP

sexta-feira, 8 de julho de 2016 11:41 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A contenção de instituições financeiras na oferta de crédito e receio de desemprego geraram uma redução na proporção de famílias da cidade de São Paulo que se dizem envidadas, segundo levantamento da Federação do Comércio do Estado (FecomercioSP).

Segundo a pesquisa, que entrevistou cerca de 2,2 mil consumidores, a proporção de famílias endividadas na capital paulista caiu 1,1 ponto percentual em junho sobre maio, para 49 por cento, menor proporção desde abril de 2015. Um ano antes, a fatia de famílias endividadas era de 54 por cento.

Em números absolutos, o total de famílias com algum tipo de dívida diminuiu de 1,925 milhão em maio para 1,88 milhão em junho, ante 1,936 milhão em junho do ano passado.

A pesquisa é realizada mensalmente desde fevereiro de 2004.

"A queda foi motivada pela restrição de crédito imposta pelo mercado e pelo temor do desemprego, que leva as famílias e evitarem novas dívidas", afirmou a FecomercioSP. "As famílias seguem conservadoras e evitando os crediários."

Enquanto isso, o número de famílias paulistanas com atraso em pagamento de contas foi de 17,6 por cento em junho, uma queda de 1,2 ponto percentual ante maio, mas alta de 2,4 pontos sobre um ano antes.

Segundo a pesquisa, o número de famílias em situação de inadimplência no mês passado na cidade era de 675 mil, das quais 50,3 por cento afirmaram ter débitos vencidos há mais de 90 dias; 22,9 por cento entre 30 e 90 dias; e 25,9 por cento estão com dívidas vencidas há até 30 dias.

Em junho, 7,2 por cento das famílias pesquisadas disseram que não teriam condições de pagar total ou parcialmente suas contas em julho. O percentual era de 6,1 por cento em junho do ano passado. Segundo a FecomercioSP, existem 277 mil famílias paulistanas nessa situação.

Dívidas com cartão de crédito foram citadas por 73 por cento dos entrevistados, seguidas por financiamento de carro (15 por cento), carnês e financiamento imobiliário (ambos com 14,3 por cento), crédito pessoal (14 por cento) e cheque especial (10,9 por cento), segundo o levantamento da entidade.

(Por Alberto Alerigi Jr.)