Temer elogia equipe econômica por meta de déficit menor em 2017

sexta-feira, 8 de julho de 2016 19:32 BRT
 

(Reuters) - O presidente interino Michel Temer elogiou nesta sexta-feira o trabalho da equipe econômica de seu governo que, segundo ele, conseguiu reduzir significativamente a estimativa de rombo fiscal para o ano que vem em comparação a 2016.

Em discurso para empresários em evento fechado na Confederação Nacional da Indústria (CNI) e posteriormente divulgado pelo Palácio do Planalto, Temer afirmou que herdou para este ano um déficit primário de 170,5 bilhões de reais e que a meta é reduzí-lo no ano que vem para 139 bilhões de reais.

"Nós encontramos o país com 170,5 bilhões de reais de déficit. E agora, sem embargos de termos apenas 48 dias de governo... a área econômica do governo conseguiu estabelecer uma meta para o ano próximo... evidente que não é possível zerá-lo (déficit), mas diminuiu sensivelmente, nós diminuímos para 139 bilhões de reais o déficit do poder central", disse Temer aos empresários.

A meta fiscal para este ano, de um rombo de 170,5 bilhões de reais, foi definida já pela equipe econômica de Temer, liderada pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, após o afastamento de Dilma Rousseff da Presidência em meio ao processo de impeachment. Dilma tinha enviado proposta ao Congresso para alteração da meta deste ano para um déficit um pouco superior a 96 bilhões de reais.

A elevação da estimativa de déficit para este ano foi criticada por partidários da petista, que afirmam que o rombo foi inflado pelo governo interino para permitir maiores gastos.

Depois de muita discussão, a equipe econômica anunciou a meta de déficit primário de 139 bilhões de reais para o ano que vem. O desafio, contudo, persiste, já que para chegar ao número o governo se comprometeu com um esforço arrecadatório de 55,4 bilhões de reais, sem especificar como vai atingi-lo.

No discurso aos empresários nesta sexta, Temer fez elogios à sua equipe econômica pelo trabalho realizado na formulação da meta de 2017 e disse que, para ser cumprida, a meta de 2017 exigirá venda de ativos.

"Além do mais, é preciso estabelecer, como estabelecendo estamos, alguns aprimoramento da gestão pública", defendeu.

(Por Eduardo Simões, em São Paulo)