Conselho da Estácio aprova proposta de compra pela Kroton

sábado, 9 de julho de 2016 10:14 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O Conselho de Administração da Estácio Participações decidiu pela proposta de compra pela concorrente maior Kroton Educacional, informaram as companhias de educação na noite de sexta-feira.

Mais cedo, duas fontes com conhecimento do assunto disseram à Reuters que o Conselho da Estácio concordou com os termos da Kroton e estava pronto para sugerir aos acionistas a aprovação da oferta.

“Kroton e Estácio informam que seus Conselhos de Administração aprovaram a combinação de negócios entre as companhias e celebraram protocolo para a incorporação de ações da Estácio pela Kroton”, disseram as empresas em fato relevante.

As assembleias de acionistas para aprovação do negócio serão convocadas “oportunamente”, afirma o documento.

Em 1o de julho, a Estácio disse que seu Conselho aceitou uma proposta melhorada da Kroton avaliada em 5,5 bilhões de reais. A Kroton, maior companhia do mundo de educação em valor de mercado, ofereceu uma relação de troca de 1,281 ação de sua emissão por cada papel da Estácio, bem como um pagamento em dividendos de 170 milhões de reais, equivalente a aproximadamente 0,55 real por ação da concorrente carioca.

O negócio poderia desencadear uma onda de fusões no setor educacional brasileiro, destacando a resiliência do setor superior privado em meio a uma recessão econômica que viu o aumento da inadimplência de alunos e os cortes no Fies, o financiamento estudantil do governo federal.

O segundo maior acionista da Estácio, Chaim Zaher, que chegou a considerar uma oferta em dinheiro para ter o controle de até 75 por cento da empresa carioca, votou a favor da operação com a Kroton e informou ao Conselho a desistência de realizar a operação, de acordo com documento por ele assinado e enviado à CVM na noite de sexta-feira.

A Ser Educacional também almejava uma fusão com a Estácio, e uma fonte com conhecimento do assunto informou à Reuters na semana passada que a companhia com base em Recife iria contestar o negócio e usar os meios legais cabíveis para que a legislação que regula concentrações de mercado seja cumprida.

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