Inflação na China cresce menos e reforça tese de novas medidas de estímulo

domingo, 10 de julho de 2016 10:59 BRT
 

PEQUIM (Reuters) - A inflação ao consumidor na China cresceu no ritmo mais lento desde janeiro enquanto os preços ao produtor seguiram em queda, reforçando tese de economistas de que novas medidas de estímulo pelo governo podem ser necessárias para apoiar a economia.

O índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 1,9 por cento em junho sobre um ano antes, ante aumento de 2 por cento em maio, afirmou a agência nacional de estatísticas neste domingo. Analistas esperavam uma alta de 1,8 por cento, segundo pesquisa da Reuters.

A inflação ao consumidor na China continuou baixa em comparação com a meta oficial de cerca de 3 por cento este ano, indicando uma demanda persistentemente fraca na segunda maior economia do mundo.

Os preços dos alimentos subiram 4,6 por cento em junho, ante 5,9 por cento no mês anterior. Os preços de não-alimentos subiram 1,2 por cento ante ganho de 1,1 por cento em maio.

"Em nossa visão, apesar da China reiterar a importância de reforma do lado da oferta por causa de preocupações sobre dívida e excesso de capacidade, as autoridades ainda precisam estimular a demanda para conseguirem atingir a meta de crescimento", disse Zhou Hao, economista sênior para mercados emergentes da Ásia no Commerzbank em Cingapura.

Em junho, o índice de preços ao produtor (PPI) na China caiu 2,6 por cento sobre um ano antes. Analistas esperavam que o PPI caísse 2,5 por cento.

O declínio ampliou a série de recuos para 51 meses consecutivos, apesar de continuar mostrando uma moderação, sugerindo que as dificuldades sobre os lucros das empresas podem estar diminuindo. O PPI tinha recuado 2,8 por cento em maio.