Dólar segue exterior, cai mais de 1% e vai abaixo de R$3,30, apesar de BC

terça-feira, 12 de julho de 2016 11:49 BRT
 

Por Bruno Federowski

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar recuava mais de 1 por cento e era negociado abaixo de 3,30 reais nesta terça-feira, reagindo a esperanças de estímulos no Japão e no Reino Unido, mesmo após o Banco Central brasileiro intervir novamente para sustentar as cotações.

Às 10:36, o dólar recuava 1,12 por cento, a 3,2730 reais na venda, após avançar 0,47 por cento na sessão passada. O dólar futuro caía 1,2 por cento durante a manhã.

"Todo o nervosismo (no exterior) que vimos no mês passado deu lugar a uma recuperação impressionante no humor, em todo o mundo. O Brasil é um dos principais beneficiados porque o mercado está dando o benefício da dúvida para o governo", disse o superintendente regional de câmbio da corretora SLW João Paulo de Gracia Corrêa.

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, encomendou um pacote de novos estímulos econômicos para até o fim deste mês. Já o presidente do Banco da Inglaterra, Mark Carney, sinalizou novamente mais estímulos nesta terça-feira.

A perspectiva de medidas de governos e bancos centrais vem se sobrepondo às preocupações com o impacto econômico da opção britânica por deixar a União Europeia (UE), que pressionou o humor dos investidores no mês passado. Na véspera, o índice acionário norte-americano Standard & Poor's 500 atingiu nova máxima histórica de fechamento.

O arrefecimento das turbulências políticas no Reino Unido após a ascensão de Theresa May ao cargo de primeira-ministra também contribuía para sustentar o apetite por ativos mais arriscados, como aqueles denominados em moedas emergentes.

O bom humor no mercado local vinha mesmo após o BC mais uma vez vender a oferta total de até 10 mil swaps reversos, que equivalem a compra futura de dólares, repetindo a operação que realizou em todas as sessões deste mês exceto sexta-feira passada.

"Está cada vez mais claro que o BC é o principal comprador de dólares no mercado", resumiu o estrategista de um banco internacional.   Continuação...

 
Notas de real e dólar são exibidas em casa de câmbio do Rio de Janeiro, em foto ilustrativa
10/09/2015 REUTERS/Ricardo Moraes