Economia dos EUA mostra poucos sinais de pressão inflacionária sustentada, diz Fed

quarta-feira, 13 de julho de 2016 15:14 BRT
 

Por Lindsay Dunsmuir

WASHINGTON (Reuters) - A economia dos Estados Unidos continuou expandindo de meados de maio até o final de junho mas houve poucas indicações de que a inflação vai acelerar em breve, informou nesta quarta-feira o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos.

As pressões salariais foram "modestas a moderadas" na maioria dos distritos do Fed e as pressões de preços permaneceram leves, afirmou o banco central em seu Livro Bege de informações coletadas junto a contatos empresariais no país.

Autoridades do Fed se assustaram com a falta de avanço sustentado da inflação para a meta de 2 por cento, assim como com a desaceleração do crescimento global. O investimento empresarial nos EUA também ficou fraco por dois trimestres seguidos.

O Fed elevou a taxa de juros em dezembro pela primeira em quase uma década mas não repetiu o movimento desde então. Apesar de forte recuperação no crescimento do emprego em junho, operadores acreditam que o Fed deixará os juros inalterados até ao menos meados de 2017.

A pressão para elevar os salários no final do segundo trimestre concentrou-se no segmento de mão de obra qualificada, com vagas difíceis de preencher, enquanto "as pressões de preços permanecem leves, com os contatos em geral não citando movimentos nos preços de venda", disse o Fed.

Os distritos do Fed também informaram alguns sinais de alívio nos gastos do consumidor, mas a maioria manteve perspectiva otimista, segundo o relatório. A atividade industrial permaneceu mista, enquanto o crescimento do setor de serviços foi considerado "leve a modesto".

O Livre Bege foi compilado pelo Fed de St. Louis com informações coletadas até 1º de julho.