July 14, 2016 / 8:37 PM / a year ago

Padilha diz que dificilmente haverá aumento de tributos

3 Min, DE LEITURA

SÃO PAULO (Reuters) - O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse nesta quinta-feira que "dificilmente haverá" aumento de tributos, argumentando que antes de estudar essa possibilidade o governo do presidente interino Michel Temer fará um "pente fino" em suas despesas, inclusive nos programas sociais.

Em entrevista coletiva após encontro na Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), na capital paulista, Padilha disse que o governo quer buscar parcerias com o setor privado e gerar receitas com outorgas. O ministro também argumentou que com o crescimento da economia maior do que o previsto atualmente pode gerar uma arrecadação extra aos cofres públicos.

"Primeiro vamos fazer um esforço para dentro, que é o pente fino das despesas. Segundo, vamos estimular a receita, e terceiro nós vamos buscar dinheiro de outorga", disse o ministro, que também não descartou a possibilidade de o governo realizar venda de participações societárias para aumentar seu caixa.

"Dificilmente vai haver aumento de tributos."

O governo tem que fazer um esforço fiscal de 55,4 bilhões de reais para garantir o cumprimento da meta de déficit primário de 139 bilhões de reais previsto para no próximo ano. Ao anunciar a meta, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, não descartou a possibilidade de um aumento "pontual" de tributos, mas ressaltou que antes disso o governo vai buscar aumentar a receita com outorgas, concessões e vendas de ativos.

A expectativa é que as medidas visando elevar a receita da União sejam detalhadas até o fim de agosto.

Reformas

Padilha voltou a afirmar que o governo pretende aprovar ainda neste ano as reformas da Previdência, trabalhista, tributária e política, nesta ordem de prioridade.

Ao comentar temas que devem ser tratados nas discussões sobre mudanças no sistema previdenciário, o ministro apontou a idade mínima para aposentadoria e a diferença entre gêneros.

"Se não mexermos, não haverá Previdência a curto prazo", disse Padilha, que também afirmou que o governo quer ver aprovado, logo após o recesso branco do Congresso, a proposta que tira da Petrobras a obrigatoriedade de ser a operadora única na exploração dos blocos de petróleo na camada pré-sal.

O ministro avaliou ainda a eleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ)para o comando da Câmara dos Deputados e voltou a dizer que a prioridade do governo na disputa era de quem um parlamentar da base governista fosse eleito presidente da Casa, o que aconteceu.

"Queríamos ter um presidente da base do governo", disse. "Não muda absolutamente nada (para o governo), teremos talvez apenas mais ordem e celeridade", avaliou.

Reportagem de Laís Martins e Thaís Freitas

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