Padilha diz que dificilmente haverá aumento de tributos

quinta-feira, 14 de julho de 2016 17:34 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse nesta quinta-feira que "dificilmente haverá" aumento de tributos, argumentando que antes de estudar essa possibilidade o governo do presidente interino Michel Temer fará um "pente fino" em suas despesas, inclusive nos programas sociais.

Em entrevista coletiva após encontro na Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), na capital paulista, Padilha disse que o governo quer buscar parcerias com o setor privado e gerar receitas com outorgas. O ministro também argumentou que com o crescimento da economia maior do que o previsto atualmente pode gerar uma arrecadação extra aos cofres públicos.

"Primeiro vamos fazer um esforço para dentro, que é o pente fino das despesas. Segundo, vamos estimular a receita, e terceiro nós vamos buscar dinheiro de outorga", disse o ministro, que também não descartou a possibilidade de o governo realizar venda de participações societárias para aumentar seu caixa.

"Dificilmente vai haver aumento de tributos."

O governo tem que fazer um esforço fiscal de 55,4 bilhões de reais para garantir o cumprimento da meta de déficit primário de 139 bilhões de reais previsto para no próximo ano. Ao anunciar a meta, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, não descartou a possibilidade de um aumento "pontual" de tributos, mas ressaltou que antes disso o governo vai buscar aumentar a receita com outorgas, concessões e vendas de ativos.

A expectativa é que as medidas visando elevar a receita da União sejam detalhadas até o fim de agosto.

REFORMAS

Padilha voltou a afirmar que o governo pretende aprovar ainda neste ano as reformas da Previdência, trabalhista, tributária e política, nesta ordem de prioridade.   Continuação...